terça-feira, 17 de abril de 2007

Qual é a tua ó meu?

Com o aproximar de mais um aniversário do 25 de Abril não resisto a contar uma história de um grande amigo, de seu nome Pedro Henriques, mais conhecido por Ondas.

Em primeiro lugar quero fazer uma breve apresentação deste personagem, começando por salientar que de todos os meus amigos, presumo que tenha sido o primeiro a iniciar a sua vida sexual (com uma vizinha minha do 1º C).

Ainda nós não tínhamos qualquer pelo púbico, com excepção do Filipe, primogénito do Tony Ramos, que aos 5 anos já fazia a barba duas vezes por semana, já o Ondas tinha experimentado todas as posições do Kama Sutra Indiano, incluindo os “Dois Seixos Nas Águas do Akiuini” que passo a explicar: o homem e a mulher deitam-se lado a lado, de frente um para o outro. A mulher põe a perna sobre o flanco do homem que pega no seu tornozelo com força. Ela coloca a cabeça sob o queixo dele e empurra para cima. Ele puxa os cabelos dela ao mesmo tempo que tenta torcer a sua perna. Ela morde a orelha dele. Ele tenta alcançar o nariz dela. Trocam socos. Depois fazem as pazes e amam-se loucamente. Mas na saída ela ainda acerta uma cotovelada na pleura dele.

Voltando ao 25 de Abril, acontece que estávamos no Largo da Moita, a assistir a mais uma enfadonha comemoração do aniversário da Revolução com um artista convidado pela autarquia a cantar para 7 pessoas (eu mais 5 amigos e o Ondas) esse grande Hit da música ligeira portuguesa “Qual é a tua ó meu?” de José Mário Branco, quando resolvemos acompanhar o artista no Refrão, com gritos de esganiçados, uma vez que estávamos na altura da mudança de voz.

A sessão estava do mais divertido possível quando alguém se lembra de deixar o Ondas protagonizar um dos melhores falsetes da música contemporânea. Combina-se gritar o mais possível no refrão, porém, todos sabiam que tal não iria acontecer com excepção do Ondas.
Bom, o resto, o resto é um Grito vindo das entranhas mais longínquas do Ondas e um rapaz mais vermelho que um Ferrari Vermelho, sem saber onde se meter.

A partir de então, relegamos Grândola Vila Morena para 2º plano por alturas do 25 de Abril.

1 comentário:

Duarte disse...

Pronto... morri a rir... enquanto enxugo as lágrimas (é normal chorar a rir!) resta-me dizer que era um dos 5... Abração, mano!