sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011 day 1. Dia 2, dia 3, dia 4...


Na noite de passagem de ano faz-se a contagem 3-2-1, todos explodem de felicidade, abraçam-se e cumprimentam-se na rua, sorriem para os desconhecidos, tudo é festa, tudo é celebração... Seria perfeito ser todos os dias assim não seria? Pois é, seria.

Mas, "problem is" que esse estado de espírito em que muitas vezes se vive a noite de passagem de ano, deixa (infelizmente) logo no dia a seguir de ter efeito. Provavelmente no outro dia de manhã berramos um "Bom ano!!!" e levamos de volta um dedo esticado de alguém ressacado. Se naquela noite conseguimos fazê-lo, porque não tentar estender um pouco dessa alegria aos outros dias do ano?

Brindo a manter-se aquele espírito positivo, a puxar pela (fácil) energia positiva, mesmo junto daqueles que nem conhecemos. E para os mais friorentos... fica a dica. ;)



Um 2011 com saúde, harmonia e sorrisos para todos. Um ano de boas energias, que se conseguirem tentem transmitir aos outros. E se ao dizerem um sentido "Bom dia" a alguém não forem correspondidos, podem sempre dizer "Bom 2011!", mesmo passando por serem alegres malucos por ser já Setembro. ;)

sábado, 27 de novembro de 2010

Check In



T-shirt's - check

Calções - check

Havaianas - check

Ocúlos de sol - check

Calor - check

Sabura - check

Férias...Até Já

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Efemérides

Há 14 anos atrás estava eu em Cascais a ver os Pearl Jam pela 1ª vez...
Mas faz mais sentido viver no presente...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sonhos de Natal

Com a chegada da época natalícia, a frequência do televisionamento dos anuncios dos chocolates da marca Ferrero Rocher é igualmente proporcional ao número de cocktails molotov arremessados numa manifestação grega contra as medidas de austeridade.

Confesso que já me irrita ver aquela burguesa, vestida em tons de dourado, a pedir naquele tom materno-ditatorial os habituais chocolates ao pobre do Ambrósio…

O Ambrósio, por diversos motivos, tem inevitavelmente que anuir e fazer cumprir os incessantes desejos de requinte. Provavelmente terá a prestação da casa para pagar, os filhos na Universidade, a mulher poderá estar a fazer um tratamento de hemodiálise e não se pode dar ao luxo de retribuir com uma resposta torta.

Para mim, seria um sonho realizado, ver o Ambrósio responder da seguinte forma:

- Ambrósio…apetecia-me tomar algo…

- E SE A SENHORA FOSSE TOMAR NO CÚ? Não lhe parece que na minha idade eu já devia 'tar na reforma, em vez de 'tar pra ‘qui a entregar-lhe esta merda de chocolatinhos, que a meu ver nem são assim não bons, porque cada vez que como um, para além de fazerem borbulhas 'pa caraças, dão-me uma caganeira de meia-noite. Outra coisa: e se me pagasse os salários que tenho em atraso?? hã?Ah e tal é a crise...pó mês que vem acertamos as contas..Tou farto dessa conversa da treta…E digo-lhe mais: esta farda tem mais buracos que os greens onde o seu marido joga golf, ah..e aproveito para lhe dizer que ele anda a comer aquela empregada brasileira da casa do Algarve, que vai ser penhorada…..já agora, ela disse-me que vocês estão na miséria e se não se põe a pau ainda vai acabar a lavar escadas na Almirante Reis…Vá Bardamerda com a porcaria do Ferrero Rocher.

Ficam só a irritar as pessoas!

Lamentavelmente o Ambrósio não o vai fazer porque é um gentleman…mas que era giro, lá isso era.

Feliz Natal

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mais valia não escrever, né? Perceberão isso no fim do texto!

Proveniente de um continente marcado por guerras, corrupção e inflação, (sobre)vivia em condições sub-humanas e como qualquer menina sonha com os palcos, as luzes e as coreografias elaboradas plenas de dançarinos. Como padrões de referência tinha Iman, Naomi, Gisele, mas elas estavam a galáxias de distância.

Como muitas vezes afirmava, enquanto bebia água junto ao rio, “o sonha comanda a vida”, sentia que também ela um dia alcançaria a Europa, tal e qual os seus ídolos. Mas rapidamente a consciencialização da utopia obrigava-a a mergulhar para o rio, permanecendo quase cinco minutos debaixo de água, numa postura de auto-comiseração. Vivia uma esquizofrenia deliberada…se por um lado sonhava, por outro era obrigada a acordar.

A oportunidade de entrar na Europa surge no Verão de 2003, com um convite para trabalhar em Berlim. No entanto as suas formas, não se aproximavam do cânone, as “crias” secaram-lhe as tetas e foi obrigada a fornicar com desconhecidos a troco de…quase nada. Procriar era o termo utilizado..O seu pequeno cubículo, estava pejado de imagens de modelos, mas por esta altura ela era mais Beth Ditto do que Kate Moss. Não obstante, continuava sonhando.

Em Novembro de 2005, um empresário português abastado viu nela características únicas e convida-a para uma campanha publicitária. O sonho tornara-se realidade…seria Modelo.

Modelo e Continente, mais propriamente. A Popota é hoje uma das figuras mais marcantes da nossa sociedade. Mais magra, mais sofisticada, com as luzes e coreografias elaboradas, não há Natal que não chegue a Páscoa sem esta figura tão proeminente da nossa praça.

Hoje é exemplo para qualquer fêmea…mas uma questão me preocupa: a cada ano que passa apresenta -se mais magra. Sofrerá de algum distúrbio alimentar ?



Ps - é por isto que eu não escrevia há tempo…

sábado, 13 de novembro de 2010

Promessas

Acho que vou escrever um texto esta semana...

A revolta da castanha

Ela acordou possessa no meio da secção das frutas e legumes. Espreitando à volta viu as suas irmãs com ar de conformadas. Olhou para cima para a tabuleta e resmungou entre cascas:

- “Castanha. Simplesmente castanha, onde é que já se viu?”

Todos os outros habitantes pareciam escapar ilesos, além de serem alheios ao seu tormento de ter nome básico. Até as nozes espanholas à sua frente pareciam adivinhar-lhe os pensamentos, como se aproveitassem a época para lhe atirarem superiormente um:

- “Noz-otros somos mejores”

Sentiu-se injustiçada pela sua denominação directa, e decidiu que mesmo sendo a favor do ambiente este ano teria de fazer a diferença:

- “Este ano todos irão perceber a minha insatisfação, pode ser que depois me passem a chamar delgada ou formosa. Hei-de evidenciar o meu desagrado com a questão, mesmo que para isso tenha de afectar o buraco na camada de ozono”

Mas a castanha não sabia que delgada era já nome do coração de uma ilha e formosa a de uma ria, o que complicaria a justificação para a origem do seu nome e traria complicações acrescidas.

Foi então que as portas se abriram, pessoas com ar de jeropiga apressaram-se na sua direcção. Sentiu mãos a remexerem tudo ali ao lado enquanto as suas irmãs se deixavam ir sorridentes, felizes por terem sido seleccionadas à primeira no casting.

- “Ingénuas, não percebem o que está aqui em jogo. Mas eu farei a diferença, em memória de todas. Todos sentirão no ar o meu desagrado, e falar-se-á nas notícias como se de um ataque terrorista se tratasse.”

Embrenhada nestes pensamentos, segurou no megafone para um dia mais tarde o seu grito de revolta ser bem audível, e foi-se chegando para ser uma das eleitas… a vingança seria terrível…



No espírito do S. Martinho, aproveitem para partilhar e saborear os bons momentos. Mas se virem uma castanha com a casca aparentando o aspecto de uma sobrancelha franzida, desconfiem. E pelo sim pelo não digam só que elas estão maravilhosas e mesmo muito boas. Pode ser que se safem. ;)


PS: Segundo o sindicato das rosas e das violetas estão a ser equacionadas acções de reivindicação para breve, apesar das rosas terem já admitido publicamente que no caso delas por mais que piquem seja difícil verem alterada a sua designação. O sindicato das laranjas contam a partir do próximo mês avançar com uma redução de açúcares, como forma de protesto.

sábado, 23 de outubro de 2010

Imagens. Vivam-nas. Absorvam-nas.

Em manhãs de Sol como esta, em que este parece anunciar que em dias próximos escasseará, as imagens à volta parecem fazer mais sentido, ganham outros tons. Há tanto à nossa volta que muitas vezes passa despercebido, que não é aproveitado, que não vemos realmente e que só passa pelos olhos. Às vezes isso está só à distância de se ler isto e pensar "ok, vou sair agora, para onde não sei, mas vou sair para a rua. Vou ver e viver imagens, quer sejam estáticas quer sejam com movimento".

A segunda parte do video está lá mas é só acessória. Na altura em que essa parte estiver a começar já vocês deviam estar a meter-se no carro, no eléctrico, no skate, no autocarro, numa bicicleta, ou somente num par de ténis/sapatos e deambular por aí.

Ponham-se a andar. Uma praia, uma rua, uma árvore, um detalhe, uma criança, um sorriso, outro detalhe. Ponham-se a andar. Absorvam o que têm à volta e que está só à distância de um olhar. ;)


Guincho Beach Portugal and some surfing, kiting, windsurfing from james bedford on Vimeo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A última

Não faço mais tatuagens! Já tenho a minha dose de tinta (e dor).
Ainda pensei em ir a este estudio, mas decidi-me pelo Lisboa Ink (que aconselho a quem estiver a pensar em tatuar-se).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sub-Real!

A reter:

  1. "já levei o Fonseca no meu nome do Bilhete de Identidade"
  2. "ele já respeitava a minha cara"
  3. "eu gosto muito da pessoa"
  4. "olha a vergonha da tua cara"
  5. "muito hipócritos"
  6. "eu tenho lá umas coisas que eu precisava delas e a mim não me dão"
  7. "que coisas é que são?"
  8. "coisas de valor...cassetes e roupas e muitas coisas"
  9. "esse vestido pela factura..foi 12.000 € "
  10. "é um bocado Degotado"
  11. "Deus que nos quis unir e Iemanjá nos quis unir"
  12. "mesmo garras memo qu'eu continuo a amar ele
  13. "eu sou a inveja das bichas de Lisboa"
  14. "entrar dentro dum buraquinho estido d'homem e sair de lá de mulher"
  15. "e saber pintar uma cara que muitas as bichas vivem só pa droga"
  16. " a minha profissão é chefe de cozinha (...) cá dentro mora o bichinho mesmo de pintar a cara, pôr umas pestanas e pôr uns saltos altos"
  17. "calçoes bem curtinhos"
  18. "canta por mim, mas eu vou cantar em francês chante pour moi"
  19. "não tou repesa"
  20. "fui sempre uma pessoa muito à frentex"
  21. "o governo fez o obséquio"
  22. "a Flora vem?"



Marta Pablo: És a minha Nigga!

Monhé
DEF
Vesga
Badocha
Mouca
Preta

Sempre me ensinaram que para traduzir é preciso muito mais que saber línguas estrangeiras. Os requisitos, ditos, essenciais pressupõem uma boa dose de cultura geral, uma pitada bom senso e muita inteligência para saber contextualizar a especificidade da palavra traduzida.

Não me pareceria sensato, que num artigo sobre Oftalmologia em que se aborda o estrabismo, se traduzisse Vesgo em vez de Estrábico. Creio que poderia ferir algumas susceptibilidades. Da mesma forma que na autobiografia de Marlee Beth Matlin a referenciassem como: “aquela actriz mouca”. Seria no mínimo indelicado.

Entre o ferir susceptibilidades, a indelicadeza e talvez a falta de bom senso, encontrei a Marta Pablo. Uma jornalista da revista Elle, que traduziu um artigo do Washington Post, escrito por uma jornalista americana, de seu nome Robin Givhan.

Pois bem, o artigo, na sua língua original descrevia Michelle Obama com o adjectivo Black. Ora bem, a tradução desta palavra não foi nada feliz. O termo Black, foi erroneamente traduzido como Preta.

Se para uma jornalista as diferenças entre os termos Black e Nigger, não são evidentes (?), há que fazer o trabalho de investigação. Caso contrário, acaba por resultar no mesmo que que dar o nome de Overbooking a uma agência de viagens… Ou seja um belo tiro no pé.

Cara Marta, não irei dissertar ou explanar sobre as diferenças entre os termos acima referidos, apenas lhe deixo a sugestão de traduzir com um pouco mais atenção.

Mas como me parece uma rapariga simpática, deixo-lhe uma dica: aquelas palavras lá em cima, NÃO devem ser utilizadas, num contexto semelhante. Pode parecer mal…

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Há um oceano para todos...

Parabéns Catarina e uma Small Hour...

Fio de Nylon e Meios de Comunicação

Com as novas tecnologias e as redes sociais, outros meios de comunicação acabam por se tornar inevitavelmente obsoletos. Porém, a sua parca utilização confere-lhes uma aura de ancestralidade. Falo concretamente da Carta.

Na passada semana experienciei um episódio curioso…Com obras a decorrer no prédio cujas traseiras dão para o meu pátio, o meu vizinho tinha necessidade de pintar a parede. Acontece que para o fazer necessitava entrar em minha casa e consequentemente autorização para faze-lo.

Foram feitas diversas tentativas para estabelecer contacto com a minha pessoa, mas em vão…

Até que um dia, ao deslocar-me ao pátio para sou confrontado com essa tal ancestralidade de que falava há pouco…

Como o meu vizinho não conseguia falara comigo, decidiu enviar-me não com a ajuda dos TT, mas sim com a ajuda…do seu pintor.

Do céu descia um fio de nylon, com aproximadamente 15 a 20 metros, uma mola na extremidade com uma carta. O envelope dizia: “Cumprimentos vizinho”. No interior, num português com erros típicos de um inglês em Portugal, estava o pedido para eu autorizar a pintura do prédio.

Inusitado, estranho e antiquado…Mas eficaz.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ImagenS

Há momentos nos quais as palavras ganham vantagem, momentos em que estas reforçam a descrição de um facto, que ajudam a enfatizar os detalhes de forma mais expressiva. Mas outros momentos há em que as palavras se tornam escassas, demasiadamente escassas e inexpressivas para conseguirem definir e transmitir fielmente o que se pretende partilhar.

Se há alguns dias atrás alguém se deparasse com semelhante imagem, poderia tentar combinar letras para descrevê-la, imaginar do que na água falariam ao fazer parte daquele cenário. Mas uma vez mais as palavras não dizem tudo, e ali dentro certamente muitas "palavras" se trocariam em silêncio... na linguagem das emoções em forma de imagens que se mantêm no tempo.


Aos sorrisos, aos amigos, e às imagens.



Falta tanto tempo...

Terminadas as férias é tempo de voltar à dura realidade do trabalho, de Lisboa, dos ritmos nada compassados, das camisas, dos fatos, os mocassins, da hora estipulada para almoçar, das filas para almoçar… Voltar de férias é um exercício de pura resistência.

Damo-nos conta que a facilmente nos habituaríamos a uma vida de ócio, exactamente nos antípodas do bulot dodo dodo boulot…Muitas pessoas dizem que trabalhar forma o carácter, mas a percentagem de pessoas que efectivamente acredita nessa patacoada é tão ínfima como a quantidade de notícias que se aproveitam nos telejornais durante a época estival.

Ver os noticiários torna-se fastidioso, consequência da das notícias inócuas que preenchem os espaços noticiosos. No entanto, desde que haja jogos do Benfica a serem televisionados em canal aberto, tudo o resto passa para um plano secundário.

Mas não, não quero que pensem que este é um lamento igual ao de tantos outros. Este é sim um lamento de alguém que gostava de poder beneficiar de muitos mais dias de férias.

Ao escrever estas linhas uma semana e meia após o regresso à urbe, sinto que ainda não estou mentalmente preparado para trabalhar durante mais cerca de 32 anos até à idade da reforma.

Até lá…vou aproveitando os fins-de-semana.

sábado, 17 de julho de 2010

Sul


Após o período de muito pouca produtividade bloguista, venho por este meio informar que… esse período continuará, pois estou oficialmente de férias.

Até Já.

!!! Likizo !!!

Se eu podia ficar o verão a trabalhar sem ir férias? Poder podia. Só que como às tantas começava em delírio a aparecer de chinelo e sunga, mas ainda assim envergando gravata e tendo a agenda enfiada no meio da sunga decorada exteriormente com post-its... não seria certamente a mesma coisa, é que não deveria mesmo ser.

Bem, o que é certo é que após expor no trabalho esta possibilidade de indumentária, subitamente ficou facilitada a saída para umas semanas de descanso... :)

















Sai da frenti genti... :)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pearl Jam

RESTAM APENAS 1100 BILHETES PARA DIA 10!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Coisas que ando a ler

Há dias comprei um livro chamado Vitalogy. Trata-se exactamente do livro que esteve na origem do álbum dos Pearl Jam. Comprei-o na sequência de um artigo do jornal I.

Acho o livro genial, dentro do género. Pequeno parêntesis: Esta expressão é adequada para um sem número de situações: “Ela é bonita, dentro do género.” (é horrível); “A comida estava boa, dentro do género” (intragável); “A roupa é gira, dentro do género.” (parece um palhaço). Parêntesis fechado.

De volta ao livro, escrito em 1899 por E. H. Ruddock, trata-se de “uma enciclopédia sobre a saúde e o lar”, que desde o inicio nada tem de normal. Tem um pequeno índex/glossário, com a definição de alguns termos como:

Medir – Exactidão em decifrar proporções
Tempo – Capacidade de recordar acontecimentos
Individualidade – Ser observador próximo ou não.

O autor diz-nos também que Como o livro deve ser lido. Começa-se pela página 54: Bebidas Alcoólicas.

Mas para vos ilustrar a genialidade deste livro, dentro do género, deixo-vos algumas passagens:

Prevenir a queda de cabelo: faça uma decocção forte de casca de carvalho branco e use-a à vontade. É melhor usar pouco de cada vez e faze-la de fresco todos os quinze dias.

(…) As seguintes regras devem ser cuidadosamente estudadas e tidas em mente:

Duas pessoas com compleições e temperamentos semelhantes não deverão nunca casar-se. Se o fizerem será malogro garantido.

Duas pessoas altas e magras ou duas pessoas baixas e gordas não se devem casar.

Um homem não deve casar com uma mulher repressora, caprichosa ou adoentada ou que ralha com os seus irmãos mais novos.

As pessoas nunca deviam ir a um banquete excepto em situações óbvias; de outra forma prejudicam a saúde e reduzem a esperança média de vida. Como regra, as pessoas deviam dormir em camas separadas. É muito mais saudável.

É um livro divertido, dentro do género.

Conversas de Trabalho

- Se a Felismina não fosse tão simpática e tão bem disposta e andasse sempre trombuda por aí, sabes como seria o nome dela?

- Não.

- Infelismina.

Grande!

Faz hoje oito dias que fui ao S. Luiz ver um dos concertos mais fantásticos que vi nos últimos tempos. A homenagem ao Bana. Um ícone da música cabo-verdiana. Como alguém disse na homenagem: a música não seria a mesma se não houvesse o Bana.

Do alto dos seus quase dois metros, durante toda a noite falou com a paixão musical que o torna único, sempre com um sentido de humor acutilante. Como quando a Laurinda Alves, que apresentou o espectáculo, lhe perguntou se tinha gostado da surpresa que o Tito Paris tinha feito ao aparecer, ele responde: “não fez mais que a obrigação dele”.

Pelo palco passaram muitos artistas, entre os quais destaco a Rita Lobo, sobrinha de Ildo Lobo, outra referência incontornável da música de Cabo Verde.

Uma noite de mornas e coladeras, que a meu ver teve o seu momento alto, quando Mayra Andrade abraçou Bana de forma sentida e carinhosa enquanto cantavam.

Julgo que a homenagem tenha sido um pouco longa, tendo em conta o estado de saúde de Bana, mas à parte disso, do facto de não se poder tirar fotos, dos capos, leia-se funcionários do S. Luiz que pecam pela falta de descontracção e do senhor que estava no meu camarote que era completamente arrítmico nas palmas e nos batuques que fazia utilizando as suas pernas, foi simplesmente memorável.

Eu estive lá.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Foleira de Maio

Esta é a estória dela. Alguém que sempre manteve uma postura exemplar… até ao segundo dia da feira taurina de uma localidade que reclama a si a geografia de Ribatejo, mas na verdade é Estremadura.

Dotada de um low profile bastante profícuo, ela sempre conseguiu manter uma imagem imaculada (em comparação com outras pessoas que por motivos de ingestão de bebidas espirituosas adquirem um alter-ego**) …até ao segundo dia da feira taurina.

Se por um lado ela não partia um prato, no segundo dia da feira de Maio mais se assemelhava a um Elefante no Depósito da Marinha Grande. A sua fisionomia alterou-se. O olhar tornou-se estrábico, tão estrábico que se posasse para uma foto de uma revista do coração, muito provavelmente seria capa de uma revista de automóveis. O seu andar, que habitualmente é extremamente elegante, mais parecia o deambular de alguém com um taxa de alcoolemia de 4,25 g/l. Bem, verdade seja dita que a taxa dela não andava muito longe disto.

Por norma, ela é uma pessoa que respeita as leis de civismo pelas quais se rege a nossa sociedade, mas também neste aspecto se revelou. Não respeitou a ordem de uma fila para pagar o seu cartão repleto de vodkas (depois de uma noite de imperiais, tintos e lambruscos vários) e altivamente acercou-se da caixa registadora. Saliento também que se recusou a pagar o cartão de alguém que não pretendia esperar na fila e simpaticamente pediu para fazer esse favor. Resmungou como se tivesse esperado na fila pacientemente.

Já de dia, quando o organismo começou a pedir alimento, esmurrou e pontapeou a porta de um café que ainda se encontrava encerrado. “Estava possessa!” afirmaram alguns transeuntes que recusaram facultar a identificação com medo de represálias. Importa referir que nesta altura da noite/dia o seu figurino mais se assimilava ao de um canalizador que arranja um cano por baixo da bancada…bêbedo.

Por estes motivos, foi-lhe atribuído o galardão Foleira de Maio. A cerimónia terá lugar no próximo dia 09.11.2010.

**o seu alter-ego é Lassalete

As coisas que eu oiço...

"Eu não gostava de ser preta, preta, escarumba... mas mulatinha não me importava!"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia Mundial da Criança

À Alice, à Kika, à Inês, ao Miguel, ao Vasco, à Rita, às Madalenas (à da Vanda e à da Lara), à Carolina, ao Diogo, ao Zé Pedro (que ainda está para chegar), à Mia, aos gémeos (são meninos ou meninas?) da Frida, aos sobrinhos do César e da Vanda, à Caetana e ao Mateus, aos sobrinhos da Marta (um é bem pequenino) e às crianças em geral, deixo-vos a piece advice: aproveitem o tempo de criança da melhor maneira possível porque o governo está a pensar em aumentar a Idade da Reforma para os 67 anos…

domingo, 30 de maio de 2010

Nervo

Para ouvir e voltar a ouvir...
São da Moita e tocam que se farta...
Ouvi-os ontem em versão acústica no bar Guilherme Cossoul..


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Salada Prior Coutinho

Ingredientes:

• Salada Ibérica (folhas de alface frisada roxa e verde com rúcula selvagem)
• Queijo Feta
• Queijo Gorgonzola
• Atum
• Camarão
• Massa fusilli (q.b.)
• Amêndoa lascada
• Passas
• Pesto
• Coentros

Azeite e vinagre balsâmico a gosto.

Acompanhou-se com Waldeck e Parov Stellar.

Bom fim-de-semana.

Pedagogia

A profissão de professor é talvez das profissões com maior impacto na sociedade. Se pensarmos que estes docentes são responsáveis pelos Homens e Mulheres do amanhã, o seu papel torna-se ainda mais preponderante.

Os professores são responsáveis pela transmissão/ensino de conhecimentos, sendo que para tal, o exercício deste mester requer qualificações académicas, pedagógicas e a meu ver pessoais. Bem… isto em teoria.

A (dura) realidade tem sempre a capacidade de nos dizer que toda a regra tem a sua excepção.

Um professor de Música de da escola básica Mem Ramires, em Santarém, foi condenado, no passado dia 21 de Maio a uma multa de mil euros pela prática de um crime de injúrias. Bom, todos nós sabemos que por vezes a imprensa tem tendência a empolar as notícias e muitas vezes é acusada de sensacionalismo e a inexperiência deste docente (26 anos de carreira!!) pode levar a conclusões mais precipitadas.

“Entra lá, ó preto!”. Disse ele.

Todos nós sabemos que um professor deve ter um sem número de requisitos pessoais e profissionais, como: capacidade de descriminar racialmente alunos, difamar, injuriar, enxovalhar, denegrir (neste ele foi extremamente acutilante) desonrar, maltratar. Só com estes predicados o futuro estará assegurado.

Se fosse eu respondia: “Não sou preto, sou castanho!” e tirava-lhe a língua de fora.

Sinceramente….

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Este dia é para o Edgar e a Filipa recodarem e comemorarem: o Diogo chegou!

Susana Pinto

Hoje, dia 24 é um dia especial…A minha caríssima amiga Susana Pinto faz anos.

O nosso grupo de amigos não seria o mesmo se não existisses.

És exclusiva…Única…Particular…Distintiva…Espontânea…Singular…Incomparável…Ímpar... sofres de incontinência verbal e gosto muito de ti…

Mas (deves pensar que são só elogios) obrigares uma pessoa a ficar num bar até as senhoras da limpeza chegarem, só porque vou dormir na tua casa, é muito baixo…

Parabéns!

Parabéns Suuuuuu!!!

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PARABÉNS SU...esta é para ti!!!

Pearl Jam - Just Breathe

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Life Cooler

Atravessar a Avenida da Liberdade, entrar o lobbie do Hotel Tivoli, direccionarmo-nos para o elevador, carregar o botão com a letra T (terraço) e desfrutar de um pôr-do-sol magnífico, com boa música e uma vista deslumbrante.

Sky Lounge… Hotel Tivoli.

Bem-vindos à boa vida.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Estarei a ficar velho?

"Em condições normais, os músculos nunca se encontram num total estado de relaxamento, pois são submetidos a uma determinada tensão interna, ou tónus muscular, indispensável para que todo o corpo e cada um dos vários segmentos corporais mantenham sempre o equilíbrio.

As contracturas são provocadas pelo aumento persistente do tónus muscular a níveis superiores ao normal, fazendo com que o músculo ou músculos afectados fiquem sob tensão, com dor à pressão e ao toque e dificultem ou impeçam o movimento do segmento corporal onde se encontram ou cujo movimento depende deles."

Foi a lesão que me foi diagnosticada (nunca tinha tido uma contractura muscular)....

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ouvir

Escolhi o video sem imagens para apreciarem a música.

sábado, 15 de maio de 2010

Ezequiel 25-17

Toc toc toc

Abro a porta. Não sei como e já estou a meio de uma conversa com uma jovem que espalhava a palavra do senhor. Identificou-se como sendo Testemunha de Jeová.

Questiona-me sobre o facto de eu já me ter questionado sobre quem é o Criador e se esse Criador poderia ter um nome como todos nós.

Adianto-lhe que sou céptico e acredito mais na Teoria da Evolução do que numa teoria mais teológica.

Nisto, questiona-me se tenho alguma Bíblia em casa. Não, respondo eu.

Pergunta-me, ainda assim, se sei alguma passagem do Livro. Instintivamente digo logo que Não. Mas rapidamente recuo na minha resposta…Sim conheço.

Ezequiel 25-17

"O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Abençoado é aquele que, em nome da caridade e da boa-vontade pastoreia os fracos pelo vale da escuridão, pois ele é verdadeiramente o protector de seu irmão e aquele que encontra as crianças perdidas. E Eu atacarei, com grande vingança e raiva furiosa aqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: chamo-me o Senhor quando minha vingança cair sobre você".

Pulp Fiction disse-lhe eu a rir…

Balbuciou algo incoerente, entregou-me a Despertai e seguiram o seu caminho.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Leve Cruz do Fim-de-Semana

(des)Medidas de Austeridade

As medidas são efectivamente austeras. No país de Fátima, Futebol e Fado os políticos são responsáveis também pela Falácia destas medidas que visam combater a omnipresente crise.

Está na altura do Governo ser desparasitado. Tanto à direita como à esquerda a classe política portuguesa está completamente coberta de um parasita chamado incompetência e estou em crer que o frontline não seja suficientemente eficaz.

Sou da opinião que o “animal deveria ser abatido”.

Os sacrifícios são inevitavelmente (sempre) pedidos aos mesmos, ao sacrificável povo. A quem tem dificuldades em suportar a prestação do crédito habitação, à crescente classe “mileurista” que povoa a nossa sociedade. Mas também há que fazer um mea culpa, pois é este mesmo povo que quando é chamado às urnas tem colocado estes crápulas no poleiro.

Mais uma vez admito a minha ignorância em termos políticos e económicos, aliás estas coisas que aqui escrevo são resultado de pesadelos que tenho, equilibrar as contas públicas faz-se aumentando a receita e reduzindo a despesa. E agora um segredinho: tudo isto deve ser feito com o menor impacto para os cidadãos.

Mas com um governo megalómano e os maiores investimentos da história deste país a serem feitos agora, mais rápido chega a humanidade a Júpiter do que terminamos este ciclo.

Fátima

Revivalismo?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dois dias para Refrescar

Tolerância (Zero)

Ultimamente temos sido bombardeados com termos como o Programa de Estabilidade e Crescimento e os sacrifícios que daí advêm, com as comparações com a Grécia, bancarrota, com agências de rating que apregoam o Armagedão financeiro e cintos tão apertados que apenas alguém com uma cintura de vespa os poderia usar ou então alguém que padecesse de uma anorexia extrema. Outra expressão muito em voga é a possível subida da Euribor.

Não sou economista, nem tão pouco tenho formação na área, mas com a visita de Bento XVI a Portugal o governo decidiu dar tolerância de ponto a todos os trabalhadores da Administração Pública no dia 13 de Maio, estando ainda dispensados os funcionários públicos na tarde do dia 11 de Maio em Lisboa, e na manhã do dia 14 no Porto (!) e eu penso: será esta medida estrategicamente sã do ponto vista económico-financeiro?

Sei que Portugal já foi palco de algumas alucinações, perdoem-me, Milagres, lá para os lados de Fátima, mas este senhor não propriamente o D. Sebastião que chegará para a saldar as contas públicas... Para além disso, não estamos propriamente em tempos de vacas gordas e uma medida como esta não vai propriamente engordar as vacas que pastam cá no burgo e muito sinceramente não me parece o Santo Padre vá sacar qualquer coelho do Solidéu para nos tirar deste lamaçal.

Sou da opinião que o Governo não deveria dar tolerância de ponto e a decisão de ir vê-lo caberia a cada um, tirando férias ou aldrabando o patrão com alguma baixa médica.

Se porventura o concerto dos Pearl Jam fosse num dia de semana, eu teria que tirar férias para os ir ver... Felizmente tocam num sábado.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Hoje é o teu dia...Marcelino Andrade Estrela

Hoje é o teu dia.

Do muito que me conheces, bem sabes que não sou dado a grandes manifestações públicas de afectos. Na realidade, bem sabes que para evidenciar aquilo que me une às pessoas, nomeadamente aos amigos, faço-o sobretudo com gestos e atitudes que me levam a fortalecer esses laços únicos que devemos e temos como obrigação de alimentar, mais e cada vez mais.
Hoje é o teu dia. Por isso, escolhi uma palavra que nos é muito querida. Que nos identifica e que nos separa ao mesmo tempo pelo seu significado e alcance da mesma. “Vaidade”. Assim me sinto hoje, ontem e desde o primeiro momento em que orgulhosamente te abracei como amigo. Um verdadeiro Vaidoso, fortemente exibicionista usando não só a palavra mas sobretudo a saudade para te desejar Feliz Aniversário AMIGO.
Vaidade por saber quem és, como és, mas essencialmente por saber o valor que tens como ser humano.
Vaidade por saber o guerreiro que existe em ti. Das lutas que travas, as batalhas que enfrentas olhando com suspeita a glória das vitórias. E até mesmo nas derrotas que te moldam, nunca mas nunca em momento algum essas te derrubam. Jamais encontrei alguém que se ergue das adversidades como tu e mesmo quando por descuido ou erro teu dás um passo atrás…. Deixas sempre uma sensação que é apenas isso, um mau momento e segues em frente com um sorriso rasgado.
Vaidade por sentir uma alegria imensa quando agora ao atenderes o telefone me chamas “irmão”. Para muitos essa palavra terá um significado comum….para nós dois ela vale cada letra.
Vaidade por ver em ti um exemplo. Pela admiração que nutro por ti nos actos de coragem que assumes com bravura. Não por seres irresponsável, mas sim por seres verdadeiro, genuíno ao ponto de muitas vezes prejudicares o teu bem-estar em prol de outros.
Vaidade por sentir que nem a distância que nos separa afectou a nossa amizade. Pois o reflexo disso é nas palavras que trocamos, nas saudades que manifestamos pelas nossas conversas. Esse reflexo que se torna ainda mais evidente quando o telefone desliga e o silêncio toma conta do momento.
Vaidade por pensar que nem mil páginas poderiam caracterizar a nossa amizade……Vaidade por ser hoje o teu dia…… E assim hoje, especialmente hoje vou gritar e falar para todo o mundo ouvir de uma forma vaidosamente invulgar, estupidamente exagerada, extravagante…. O MEU AMIGO LINO FAZ ANOS HOJE!

Um abraço……
CC

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Todas as letras do alfabeto numa só frase:

"The quick brown fox jumps over the lazy dog."

Vá...confirmem lá.

sábado, 1 de maio de 2010

Urros de Maio

Morando eu nas imediações do Marquês de Pombal e por altura das comemorações do Dia do Trabalhador, torna-se inevitável que oiça os sempre audíveis, invariáveis e previsíveis gritos do povo.

“A Luta continua!”

“O Povo Unido jamais será Vencido!”

Assim sendo e visto que tenho necessariamente que ouvir estes urros de insurreição, dirijo-me aos líderes da UGT e CGTP, no sentido de lhes apresentar algumas alternativas para renovarem os Gritos de Revolta.

Nos tempos que correm, vociferar frases desactualizadas em manifestações é quase tão producente como o jeito que levo para a bricolage (há dias precisei de pendurar umas coisas no tecto e tive que chamar um senhor moldavo que, no momento pagamento e dada a complexidade do trabalho, disse-me com um sorriso que enumerava adjectivos como atado e papalvo:”Amigo pague-me o quiser.” Foram os dez euros mais fáceis e rápidos da sua vida profissional).

Posto isto, lembrei-me de algumas frases (que rimam) que podem causar impacto em manifestações, ajudar na luta de classes, melhorar condições de trabalho e até ajudar na vida sexual de alguns sindicalistas:

“A Plebe... endividada… Só come Entremeada!”

“Ladrões... de Colarinho...só bebem Alvarinho!”

“Patrões ...em pose…Só coçam a Micose!”

“Salário... d’Artola…Nem dá pra ir à Bola!”

“Com contas ...diminutas…Nem posso ir às Pu#$%!”

Amigos da Luta: estas são apenas algumas dicas de alguém que também sente o que vocês sentem…Se têm que o fazer... ao menos que o façam com expressões mais recentes.

Estas, ofereço-as eu, num gesto de agradecimento pelo que têm feito ao longo dos anos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Bom fim de semana

E porque o Sol já brilha (versão de propaganda)

Há dias, enquanto me deslocava para o ginásio para o habitual treino pré-laboral, deparei-me com um cenário no mínimo risível.

Passavam perto de cinquenta minutos das sete da manhã. O dia estava fabuloso: uma temperatura muito agradável, a rua cheirava a pão quente e principalmente o sol brilhava e…os postes de electricidade AINDA tinham as suas luzes bem acesas! Acontece todos os dias (ao que parece).

Bom, se eu deixar a luz da minha sala acesa todos os dias, o mais certo é que no fim do mês a minha factura da Luz subirá substancialmente e inevitavelmente terei de suportar os encargos inerentes à mesma, sob pena de regressar literalmente aos tempos negros da obscuridade. Mas como até sou minimamente consciente e gosto de ver o Preço Certo, lembro-me de as apagar antes de sair de casa.

E no caso da rua Alexandre Herculano? Quem pagará esta factura? Hum…É quem está a ler estas linhas…

Se eu fosse administrador da EDP eu não Mexia minha carteira para pagar estas contas…ele também não deve mexer. Daí a pornografia dos seus prémios…

Ficam as imagens…

sábado, 24 de abril de 2010

Naturalidade

O episódio que vos relato foi-me contado ontem por um amigo.

Todos nós, nos nossos empregos, criamos perfis internos (para nosso uso pessoal) relativamente aos nossos colegas de trabalho e na grande maioria dos casos apenas os imaginamos em situações profissionais, pelo simples facto de que essas potenciais perspectivas poderão tornar-se em autenticas visões do inferno.

O que quero dizer é que, por exemplo não imaginamos da Sr.ª da Contabilidade a correr para a latrina com uma cólica intestinal e a sentar-se na sanita, desapertando apressadamente os botões das calças, soltando um longo suspiro de alívio ao desimpedir os canais.

Pois bem, o meu amigo estava a trabalhar e entretanto aproxima-se dele uma colega com alguns dados para lhe passar. No decorrer da pequena conversa e ele ouve um som que habitualmente é ouvido num ambiente de construção civil (com o devido respeito pelos decorosos trolhas), do que propriamente numa sala de projecto de uma grande empresa.

Era o som da Flatulência.

Ela prossegue a conversa com a naturalidade de quem nada tinha feito. Por esta altura o meu amigo estava estático e pelo que conheço dele, estaria a morder os lábios para não rir a bandeiras despregadas (gosto desta expressão). Terá pensado: “Eu ouvi bem? Ela deixou escapar um? Nãã…não pode! Não é possível! “

Com o avançar da idade, a capacidade de coordenação física (e intestinal) terá tendência para ir diminuindo. O corpo humano começar a emanar todo o tipo de odores e sons…

Uns apercebem-se, outros não...ou então fingem que não se apercebem…

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Para um bom final de semana...

Chama-se El Perro del Mar...
Experimentem..vale bem a pena..

Lara hoje ofereço-te Sophia...


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andersen

Porque estás proxima de mim e porque te adoro...
Parabéns

terça-feira, 20 de abril de 2010

Happy Days

O texto que se segue foi escrito com total consentimento da interveniente.



Tenho uma colega de trabalho, de quem muito gosto, que desde o inicio do projecto onde estou inserido, tem-se esforçado para dar um novo alento à língua portuguesa, ao calão e à generalidade das línguas faladas por esse mundo fora…

Verdade seja dita, o seu esforço não tem sido inglório…A sua capacidade de adornar a língua portuguesa, a sua interpretação dos anglicismos utilizados na nossa língua fazem minha colega uma personagem por quem todos nós (elementos da minha equipa) nutrimos um especial carinho.

Bom, depois de ter me acautelado de eventuais represálias profissionais, através da utilização de expressões como: "de quem gosto muito" e "carinho especial", passemos ao motivo deste texto: Gafes.

Brindo-vos com algumas pérolas:

Fragrâncias: “Eh pá cheira-me aqui a Garlic (mau hálito/suor e outros odores corporais)…!” Ela: “Não sou eu…eu uso Channel!”

Correntes Filosóficas: “Isso é subreal.”

Anglicismos: “Não sei o caminho, tens que me fazer um Cockpit.”

“Os jamaicanos usam Raftas.”

“Já viram o Autó-office do Alcides?”

Desporto: “Hoje venho muito cansada da natação. O treinador meteu-nos a fazer Aguentamento.” – Não queres dizer Resistência?”

Cinema: Fui ver o Sherlock Holmes, com aquele actor muito bonito…o Judi Ló (neste caso a sua pronuncia era em tudo semelhante ao de um nativo do Sertão brasileiro).

Informática: "Deixa-me pesquisar aqui no Gâgle."
"Tens que fazer um Print Scream."
"Faz-me aí um Fáuarde desse mail."

Estes são apenas alguns apontamentos linguísticos (e humorísticos) que tornam os nossos dias mais prazenteiros.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como perfumar uma casa-de-banho em 60 segundos?

É fácil…

Primeiro: ouve-se o barulho da chuva e lembramo-nos que temos a janela da casa-de-banho aberta.

Segundo: levantamo-nos do sofá, (quebrando todas as leis inerentes ao ócio e a modorra próprios dos domingos) e corremos para a divisão em causa.

Terceiro: ao tentar fechar a janela da casa-de-banho deixa-se cair um frasco de after shave.

Quarto e último passo: ao tentar não deixar cair o gel da quase inexistente barba, deixa-se cair um frasco de perfume.

Et voilá!

Nota: É aconselhável proferir alguns impropérios e se a casa-de-banho estiver virada a sul, o aroma espalha-se por toda a casa. Esta última informação não dispensa a consulta da planta da casa. Para mais informações procure o seu agente imobiliário ou desloque-se à agência mais próxima.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Preciosidade

Ontem à noite vi o Precious…

Quando acabei de ver o filme pensei que o realismo das interpretações de Gabourey Sidibe e Mo’Nique são do melhor que vi ultimamente. Particularizando considero que a performance de Mo’Nique é simplesmente avassaladora, sem falhas e que perdurará indubitavelmente no tempo.

A história encerra a (sobre) vivencia de Clarreece Precious Jones num ambiente familiar que mais do que disfuncional é violento e incestuoso. A penosa existência de Precious é contrabalançada com as suas escapatórias para um mundo imaginário onde tudo são sorrisos, flashes, glamour e principalmente atenção…mas rapidamente é trazida à realidade e uma vez chegada a essa realidade o filme torna-se denso e imensamente dramático.

É um filme com momentos pesados e diálogos muito fortes, principalmente os da mãe de Precious, que vive da Segurança Social e que maltrata os netos (nascidos de uma relação incestuosa com o próprio pai) . Não ficamos indiferentes à violência daquelas palavras e dos actos.

Ainda assim, não deixa de ser um filme de coragem, amor e principalmente esperança.

Brilhante!

BOM FIM DE SEMANAAAAA!!!!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

2010.07.10

Telmo (do Basket), Su, Duarte, Rute Querido, Spock (sim já estás neste grupo)e o resto das pessoas que gostam tanto de PJ quanto nós, dia 10 de Julho estaremos lá sem falta...Entretanto fica esta pequena maravilha para irmos vendo e revendo e revendo...

Cada vez melhores...

Rifas

Em terra de amblíope quem tem olho é Monarca.

Quando os casos de balas perdidas passam a fazer parte do dia-a-dia de cidades tão perigosas como o Rio de Janeiro ou São Paulo, torna-se essencial haver uma adaptação por parte de quem nelas vive. Essa adaptação pode chegar nas mais variadas formas e os tipos do Bradesco, viram a oportunidade e trouxeram a adaptação na forma de um Seguro. Um Seguro de Vida que cobre situações de morte por bala perdida.

No mínimo é peculiar…mas não deixa de fazer sentido.

Em Portugal (felizmente) não vivemos num ambiente tão hostil, pelo que não vejo a necessidade de medidas tão extremas…

Porém, todos os dias somos bombardeados com casos de crimes de colarinho branco que invariavelmente acabam com os perpetradores dos mesmos a seguirem em liberdade.

Ora bem, se alguma instituição me oferecesse um produto que me pagasse uma indemnização sempre que um desses crimes fosse cometido e o criminoso fosse libertado (como é pratica actual) eu estaria disposto a pagar um prémio, uma quota ou até a comprar ma rifa todos os dias...Muito mais rentável que um depósito a prazo.

Mas até lá vou vendo a Justiça a funcionar…

sábado, 10 de abril de 2010

Descubra as Diferenças

A recente tensão racial na África do Sul, causada pela morte do líder do partido de extrema-direita Eugene Terreblanche, deixa-me com uma grande dúvida: será que o empenho, abnegação a uma causa e principalmente o sofrimento de Nelson Mandela foram em vão?

Todos os pensamentos fundamentalistas são muito pouco abonatórios para combater a descriminação racial (ou qualquer outra causa) ainda patente no país que recebe a mais importante competição de futebol: o Campeonato do Mundo. Tanto Julius Malema como Andre Visagie estão a contribuir negativamente para o desenvolvimento social não apenas da África do Sul, mas do continente inteiro. Os comentários racistas e a consequente expulsão da conferência de imprensa de um jornalista da BBC, por parte de Julius Malema e as ameaças de Andre Visagie a uma jornalista traduzem o ambiente instável dos sul-africanos.

Finalmente, (nós) os africanos temos um motivo de rejúbilo e uma excelente oportunidade de provar ao Mundo que o continente africano não é apenas miséria, fome e corrupção e eis que surge o eterno preconceito racial consubstanciado em manifestações públicas.

O timming não podia ser melhor...

Confesso que o racismo me faz muita mas muita confusão…é que não se trata de uma teoria científica, mas apenas um conjunto de opiniões pré-concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos. (?)

Questionado sobre as diferenças entre uma criança negra e uma criança branca, o filho de uma colega minha respondeu naturalmente e para espanto da mãe: “Nenhuma!”

Li isto algures… A receita é simples:

Todas as raças provêm de um só tronco, o Homo sapiens, portanto o património hereditário dos humanos é comum. E isto por si só não justifica o racismo, pois as raças não são nem superiores, nem inferiores, são apenas diferentes.

A imagem que adorna este texto não podia ser mais elucidativa…

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A propósito do Palavreando a Frida enviou-me este mail...Fantástico!

Então giro?

Hoje sonhei contigo toda a noite e depois acordei contigo no pensamento.De maneiras que pensei: hoje aquele rapaz não me escapa. Vou ter mesmo que falar com ele e saber como está.

Como é que é viver no Cacém?Faz-me espécie como é que uma pessoa tão culta tenha optado por assentar arraiais por estas bandas, mas... como o povo diz há expcepções à regra. Mas olha: sei que por aí há um Intermarché (do grupo os 3 mosqueteiros) fantástico (só não sei é se é perto da tua casa). E se não estou enganada está com a Feira da Casa, ou seja, com promoções de atoalhados e roupa de cama. Agora que compraste casa tens que investir neste tipo de produtos. É que a brincar a brincar ainda gastas uma pipa de massa a comprar uma coisita aqui e outra ali. Conselho de amiga: aproveita esta campanha que tanto frisson tem causado na população portuguesa. Eu já lá fui e vale a pena.

E já que estamos a falar de casa: sempre conseguiste juntar dinheiro para comprar aquela camilha linda que tinhamos visto na Rua da Anchieta? Naquela loja pequenina junto à "Casa Portuguesa"...

Que bela tarde essa que passámos. Um sol maravilhoso a bater nas nossas trombas, conversa para aqui... conversa para ali... com a banda sonora do Duo ouro Negro (ahhh e derivado deste assunto, tens que ler o Publico hoje: artigo fantástico sobre o palmarés destes dois senhores da música africana). DEpois quando nos expulsaram da esplanada, porque em abono da verdade já lá estavamos há horas e só tínhamos consumido uma sopa de couve lombarda, descemos a calçada a passo de caracol até ao Cais do Sodré. Apanhámos o o comboio e fomos ver o pôr do sol na Baía de Cascais.Lembraste disto?

Bom chega de nostalgia... vamos mas é trabalhar.

Beijinhos PS- sabes que temos jantar, não sabes? Será que já sabias que estamos organizar um jantar das velhas guardas? Espero não estar a cometer nenhuma inconfidência...olha sabes que mais? Vou pôr a boca no trombone.Então é assim: eu, o tomané, o castanholas e Vânia decidimos organizar um jantar das velhas guardas lá do Bairro.Está marcado para dia 16 de Maio. Eu depois dou mais detalhes, mas nos entretantos (esta é linda) não marques nada!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A minha rua


Palavreando

Não gosto destas palavras/expressões:

Atoalhados
Roupa de cama
Palmarés
Frisson
Camilha
“Faz-me espécie”
Lombarda
“Então é assim…”
Cacém
“Então gira/o…” (esta então dá-me arrepios!)
Derivado
“De maneiras que…”

Gosto destas:

“Estar com o grão na asa”
“Ele/a está a largar pêlo…”
“Rir a bandeiras despregadas”
“Vi-me em papos de aranha”
Panóplia
Sorumbático
Arranca!
“A páginas tantas…”
Abraço
“Bom fim-de-semana”

Penso, logo sou censurado.


A internet, como diria o bem-falante Jaime Pacheco, é “ um pau de dois legumes”… Se por um lado pode ser um instrumento que se usado de forma desadequada pode ser nocivo à vivência em sociedade, com a exposição de fotos e videos de ex-namoradas em sites de conteúdos para adultos, por outro pode ser um veículo de exposição ou denúncia de práticas menos próprias, contribuindo assim para a construção de um (cada vez mais utópico) Mundo melhor.

Actualmente Internet é sinónimo de Google. A recente polémica sobre a possível retirada do Google do mercado chinês vem comprovar que o poder das palavras na world wide web pode abrir graves fissuras num país que tende a controlar as mentalidades e a restringir o alargamento dos horizontes.

Na China o acesso ao Youtube e ao Blogger estão proibidos, as contas de correio electrónico do Gmail são constantemente pirateadas, as pesquisas no Google são frequentemente censuradas…O governo inclusivamente criou, leia-se treinou, um grupo de comentadores cuja principal tarefa é manipular as opiniões online.

É inconcebível que a noção de liberdade de expressão não seja um dado adquirido e que as pessoas não possam dizer que o Cláudio Ramos deveria ser expatriado... com destino a Vénus!

Estancar os pensamentos das pessoas é talvez um dos grandes flagelos desta nova era em que vivemos…a Manuela Moura Guedes talvez concorde comigo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

B-Side: Eu acredito


:)

Na sequência do anterior post do mano Alcides podia seguir na linha de um sorriso semelhante ao da Rafaela, e tal como os que me conhecem sabem que reajo muitas vezes optando por somente fazê-lo e não me pronunciar. Mas mesmo mantendo esse sorriso não me pareceu suficiente fazê-lo desta vez.

Talvez por desde pequeno ter tido à minha volta um conjunto de pessoas próximas que por serem desde os mais veemente crentes (convém a bem do esclarecimento referir que deste leque fazem parte católicos, muçulmanos, judeus, com sub-especificidades individuais entre todos eles), passando pelos mais profundos ateus (ou agnósticos), até a acérrimos mas esclarecidos defensores da ciência (que no âmago do estudo dos fenómenos do universo tende a colidir com a existência de Deus), me fizeram desenvolver de forma esclarecida e isenta a opinião que tenho hoje.

Não podia por isso deixar este assunto passar sem dar a minha opinião e fazer aquilo que com os supracitados aprendi, e que no seio de amigos tento fazer: partilhar o que penso da mesma maneira que aceito a partilha de quem expõem o que pensa.

Para esclarecer logo à partida que a ideia não é refutar o motivo que me leva a escrever, mas sim expor o meu ponto de vista, basta referir que ao ler as inúmeras teorias e artigos publicados, recordar conversas nas quais se defenderam teses e opiniões de parte a parte, ou simplesmente pesquisar na internet, se percebe que se cairia num buraco negro ao tentar obter uma resposta simples: conclusões peremptórias não existem, teorias proliferam, e facilmente por algo que vale a pena debater se criariam cavalos de batalha. Por isso não vou nem nunca irei por aí.

Aproveitando para me posicionar na actualidade, quando surge o suposto “reforço” das teorias de inexistência de um Deus pela recriação recente no CERN do Big Bang, alegando-se que este facto demonstraria não haver necessidade de intervenção externa para dar origem a um universo… convém lembrar que esse facto não o faria resultar num universo organizado e funcional. Citando “bastariam os valores de certas constantes fundamentais terem sido diferentes aquando da criação e o universo não permitiria sustentar a vida como a conhecemos”.

Mas cingindo-me à questão da justificação para quaisquer causas naturais e seguindo pela linha da ciência, sabemos com aquilo que por ela foi (até agora) possível provar
/definir que tudo se rege por leis e equações e que se tende sempre para o equilíbrio, daí que a nossa existência (e de tudo o que nos rodeia) só possa igualmente seguir sujeitando-se a esses princípios. A partir daí e em relação a tudo o resto só se poderão tecer opiniões, sempre inconclusivas e somente assentes em teorias (uma vez mais de parte a parte), sem um ponto final de debate à vista. Inclusive relativamente a Algo que se optarmos pela defesa da teoria da sua inexistência, deixa de fazer sentido adicionar à equação para explicar esse equilíbrio.

Daí que para mim com base na crença assente na ciência e na religião, livre-arbítrio e omnisciência divina (para quem acredita) não colidam, e ao invés só possam coexistir.

No que me diz respeito, eu acredito… e sem crises de Fé. Mas isso é somente uma posição, a minha. :)



Abraços, viva a variedade de pensamentos e opiniões abertas, e o encher as medidas com isso mesmo ;)


PS: Do muito disponível que se pode “googlar” encontrei esta já antiguinha (por não ser um artigo de defesa de algo, mas sim de esclarecimento) mas que há 9 anos atrás em formato papel serviu para me adicionar mais uns grãos a este processo chamado aprendizagem. Com uma abordagem “clean”, fundamentada, e imparcial:
http://super.abril.com.br/ciencia/deus-existe-441875.shtml

sábado, 3 de abril de 2010

Não acredito em Deus!

Ao contrário de outros textos em que o título é metafórico ou nele está subjacente uma qualquer mensagem que eu queira fazer passar, este título é bastante transparente. Não acredito em Deus!

Se porventura eu equacionasse a existência de tal entidade, essa possibilidade caiu por terra a 12 de Janeiro de 2010. Não consigo conceber um ser superior que é omnipresente, omnisciente, omnipotente capaz de amar sem falhas, mas que deixa acontecer uma tragédia como a de Port-au-Prince.

Pergunto-me: um país tão pobre como o Haiti, não merecia uma atenção redobrada por parte de Deus? Não devia o Sr. Deus ter no seu Outlook ou no seu PDA um reminder para dia 09 que lhe lembrasse que no dia seguinte deveria levantar-se um pouco mais cedo e ir fazer um milagre?

Se ele é omnisciente não poderia ter evitado que morressem tantas pessoas? Como se o sismo não fosse suficiente, as chuvas que se seguiram ajudaram a que as proporções do sucedido se tornassem ainda mais dantesco... Ou será que o livre arbítrio, muitas vezes falado, é a resposta? Sou da opinião que o livre arbítrio e omnisciência divina entram claramente em conflito. Acho até que o livre arbítrio torna a crença em Deus ainda mais frágil.

Respeito todas as pessoas independentemente do credo, mas o Teocentrismo não me enche as medidas…

quarta-feira, 31 de março de 2010

LAMBADAÇÃO!!!!!

Quem não se lembra deste fabuloso hit de Kaoma, mais conhecido por "Lambada" ou "Chorando se foi"!

Mas porque é que numa certa noite, um grupo de pessoas, começa a dançar a Lambada, como se fosse uma música recente que fica insistentemente no ouvido e não nos deixa parar de trautear: "CHOOOORANDO SE FOI, QUEM UM DIA SÓ ME FEZ CHORARRRR!!!".

Mas espera...o problema não é apenas alguém lembrar-se de um hit de 1989, a questão é que a letra também foi subitamente modificada...passo a citar: "AHHHH LAMBADAÇÃO, AHH LAMBADAÇÃO LAMBADAÇÃOOOO".

Não contentes com isso, parece que ainda faltava uma pitadinha de (in)sanidade, para apurar este momento hilariante...também a coreografia foi modificada e dos movimentos sensuais associados ao ritmo da caliente Lambada, passaram para movimentos bruscos e circulares efectuados com as ancas, que se assemelhavam ao movimento de quem frita as deliciosas farturas nas roulottes em dias de festa. Ou se preferirem, semelhante ao movimento do famoso Hula Hoop.

Pois bem, seja feita justiça à Lambada...fiquem com uma pequena recordação deste fabuloso vídeo :P


terça-feira, 23 de março de 2010

Parabéns Alcides!!!

Quem o conhece julga que ele não tem jeito para bricolage, que até martelar pregos é uma dificuldade. Mas a realidade não é essa, e agora que foi notícia na TVI e que já devem estar a ouvir estoiros por todo o lado em Lisboa, o segredo pode finalmente ser revelado...

No dia de aniversário há tradições que se tentam manter... mas os media estragam sempre tudo...


1º Episódio - A descoberta

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2º Episódio - A divulgação

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3º Episódio - A mudança de hábitos

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PARABÉNS ALCIDESSSSSSSS!!!

Not so Sicko...

Não tem sido um mandato fácil…Desde a sua eleição que muitos cépticos e outros não tão cépticos mas que gostam de ser profetas da desgraça, anseiam por um deslize ou um escândalo.

Mas a verdade é que o senhor conseguiu um feito histórico. Barack Obama cumpriu umas das promessas essenciais da sua candidatura: estender o serviço de saúde à generalidade dos americanos.

A lei que Barack Obama vai assinar não alcança ainda a cobertura universal da população, mas alarga o sistema de forma a conter 95 por cento da população. Mais de 32 milhões de americanos que actualmente não dispõem de acesso a consultas, exames e tratamentos serão integrados na rede, que se manterá essencialmente na mão de fornecedores privados.

A realidade de Sicko, do Michael Moore, é extremamente assustadora, mas é bom saber que os Estados Unidos têm à sua frente uma pessoa mais humanista e principalmente inteligente.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Inspiração...numa viagem de comboio


O senhor meu marido, mais conhecido por todos como "o senhor EXCEL", andava a remoer este tema há muito...vejamos o resultado, que é no mínimo brilhante :P

Taite bitaite

"No outro dia apercebi-me nas traduções automáticas dos pais de crianças pequenas e que começam a palrear qualquer coisa. Ultimamente a minha cunhada quer mostrar as evoluções linguísticas da minha sobrinha do meio. “Diz lá como se chama o tio?!”, ao que a minha sobrinha corresponde com um “ueeenhe”. Tradução imediata, acompanhada de um sorriso triunfante e orgulhoso: “Duarte!”. Não contente, prossegue com mais exemplos, “que queres no pão?”, “teteeeta!!!”. Claro está, segue-se e respectiva tradução, “manteeeiiiga!”.

Esta atitude tem uma grande preocupação pedagógica, ao reforçar a forma como a palavra deve ser dita, a criança fala como consegue e em seguida o progenitor demonstra a forma correcta de o fazer, para que a criança vá tentando imitar. Para quem está de fora a ouvir até tem piada, é como um jogo em que se tenta adivinhar o que a criança quer dizer.

Esta situação está mesmo a pedir a analogia para os políticos quando vão para a televisão dizer uma conjunto de chavões e ideias cheias de intenções, mas com pouca substância. Como o Português proferido, na maioria dos casos, até é correcto, a tradução é feita para linguagem gestual. Já estou a ver a senhora no canto inferior direito da imagem, enquanto o ministro anuncia as novas medidas de combate à crise, a apontar para os telespectadores e, de seguida, a efectuar movimentos basculantes com o dedo do meio da mão direita por entre uma argola feita com a mão esquerda.

Reparei também que por vezes a tradução acaba por não ter o maior peso na relação com a palavra original, tanto que a minha sobrinha passou a chamar-se quéqué. Mas pronto, é chique."

segunda-feira, 8 de março de 2010

Bollywood

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domingo, 7 de março de 2010

Tardes de Sábado em Lisboa

Prova de vinhos na sala Ogival, ali no Terreiro do Paço (entrada gratuita), contemplada com três regiões: Bairrada, Douro e Trás-os-Montes – dois vinhos, leia-se copos, por região.

Ficam duas sugestões: Dona Berta (Douro) e Casal Faria (Trás-os-Montes). Tintos. Sempre.

Como a fome apertava, bifana, batatas fritas e imperiais, naquela casa nos Restauradores, que tem como cartão-de-visita uma frigideira repleta de gordura e empregados com humor de vão de escada. Mostarda e piri-piri a acompanhar.

Das 16h às 19h tranquilamente.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Coisas Simples

Para acompanhar com bom vinho.

Bom fim de semana.


Revolta Meteorológica

Sr. Al Gore: o senhor é um Mentiroso! Um biltre.

Aquecimento Global? O que vejo por aqui não é mais que um estado de Demolhação Global..

Não pára de chover..Onde estão os Invernos esquisitos com temperaturas elevadas?

Vais me desculpar mas vou tratar-te por tu. És um tangas…ganhaste um Nobel.. ou Nóbel?..O que acho é que fizeste uma teleNobéla com a história do clima…

Só chove..só chove..o qué isto? Hein?

Se fosse sueco já me tinha suicidado…

Vê lá se atinas…

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

“Fantasseixal”


Convido-vos para uma viagem ao mundo do fantástico e do misticismo...


O já velhinho Festival Internacional de Cinema do Porto, de seu nome FANTASPORTO, nasceu em 1981 e foi internacionalmente considerado pela revista "Variety" como um dos vinte festivais mais importantes do Mundo.

Este festival tem revelado ao longo dos anos um importante papel na promoção do cinema português e europeu, como alternativa ao cinema americano.

Para os amantes do cinema, este ano o Fantas vai chegar bem pertinho de nós – Seixal (Auditório Municipal).

CARTAZ:

5 Março
• I'll see you in my dreams (de Filipe Melo)
• Natural city (de Byung-Chu Min)
• Snake of June (de Shinya Tsukamoto)
6 Março
• Tebas (de Rodrigo Areias)
• Vital (de Shinya Tsukamoto)
• Visitor Q (de Takashi Miike)
7 Março
• The Stranger (de Orson Welles)
• Tetsuo the Iron Man (de Shinya Tsukamoto)

BRAVO, BRAVO :D

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Conferência de Imprensa - Contratações

Em todas as empresas que crescem com bons resultados é sabido que se fortalece o seu cerne apostando em comprovados talentos, dando continuidade a uma estratégia de consolidação dos quadros apostando em elementos com ideias bem traçadas, com um foco bem definido. Acontece que nesta “empresa” diria que ao apresentar as coisas desta forma somente seria aprovada a parte dos comprovados talentos, dado que quanto ao restante seria imediatamente respondido com um “foco you”, dado que por aqui as mentes flutuam por universos alternativos…

Segundo indicação da Administração (que imaginei como tendo sido efectuada através de um telefonema do Presidente, enquanto este enrolava o seu bigode russo e proferia frases em francês) fiquei incumbido de anunciar em conferência de imprensa a contratação de um novo elemento, com um currículo carregadinho de elevadas doses dos pré-requisitos para admissão: a parvoíce e a eloquência. :)

Entra o rufar dos tambores, os disparos dos fotógrafos, os foguetes a serem lançados, as velhotas a trancarem-se em casa, as multifunções do escritório a entrarem em modo de avaria… ladies & gentlemen, apresento-vos… Catarina.


Dá-lhe “de rijo” sister Cat, benvinda.


PS: Todo o “destrambelhamento” anteriormente referido é habitualmente (e facilmente) agravado aquando da sua presença… Estão a ver o que aí vem não estão?


...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ventos

Para a Bubu e para o Bruno,

Há alguns meses escrevi aqui, que a adopção é dos actos mais altruistas de um ser humano em relação a outro. Hoje reitero isso mesmo.

Para mim, hoje, não é um dia qualquer. Acompanhei a vossa luta (na medida do possível) e sempre torci por vocês. A vossa perseverança, dedicação e amor pelo próximo compensou o que a Mãe Natureza de certa forma vou tirou.

Mas, clichés à parte, efectivamente aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes.

Volvidos três anos de espera, está aí o Fábio, uma criança que vos encherá os corações de Amor e estou certo que será amada e terá, a partir de agora, uma vida muito melhor.

Estou feliz..Feliz por ti Ângela.Feliz por ti Bruno...Feliz por ti Fábio..Feliz por vocês.

Muito boa sorte nesta nova etapa. Vai correr tudo bem.

Há dias disseram-me que o vento sopra sempre a favor daqueles que sabem para onde querem ir...E não é que é verdade?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Contos Infantis: O Alfaiate Perfeito

No dia em que o Henrique encontrou um dedal dourado, junto ao poço da casa que fica junto à passagem de nível, estava longe de imaginar que a sua vida ia mudar para sempre.


Henrique vivia num país chamado Gordistão, onde os seus habitantes, os Gurdus, tinham um peso substancialmente superior ao que hoje temos como cânone. Henrique era todavia, diferente. Tinha 13 anos, 1,65m e pesava 55 kg. Era aquilo que no Gordistão se poderia chamar de Aberração.

Desde sempre fora alvo de chacota…era sempre o mais rápido nas corridas e nunca se esforçava para ficar em último. Tinha imensos problemas em encontrar roupa para o seu tamanho, nunca nenhuma rapariga lhe dirigiu a palavra e para adensar a sua diferença era alérgico a doces.


Henrique passava os dias no seu quarto, sozinho, a imaginar-se a ser o último a cortar a meta nas corridas lá na escola. Imaginava-se no café da sua rua a pedir bolas de Berlim com creme e queques de chocolate e a receber um sorriso do pasteleiro ao invés do olhar franzido que recebia amiúde, sempre que pedia uma bolinha integral com queijo.


Mas naquele dia em que encontrou um dedal e o pôs no bolso, seguiu-se uma sequência de eventos no mínimo caricata:


• Enquanto espera que o comboio passasse, um sapo sem rumo estatelou-se contra as suas botas, pediu imensa desculpas, entregou-lhe um mapa e seguiu a cambalear.


• Dois melros discutiam gramática no ramo de uma oliveira, que tinha uma azeitona licenciada em Linguística Comparada.


• O comboio passou sem atrasos com os utentes satisfeitos.


O mapa que o sapo entregara a Henrique, continha direcções para o número 1 da Rua Balofa. A curiosidade de Henrique levou-o a estar no local assinalado com um X no mapa, três meses depois de o ter encontrado.


Havia apenas uma casa, mas a rua tinha números pares e impares do mesmo lado. Henrique bateu à porta e foi recebido por um Senhor de meia-idade, com lentes de contacto verdes, uma fita ao ombro e dois alfinetes de dama a fazer as vezes dos dentes da frente, que lhe conferiam um linguajar cicioso.


- Entra Henrique. Estava à tua espera. Foi difícil chegares a aqui?
- Não. Moro na rua paralela a esta. Respondeu
- Sabes por que estás aqui?
-Sim.
-Sabes quem sou eu?
-Sim.
-Estás preparado?
-Estou.

Nisto, o senhor ausenta-se por breves instantes e surge na sala com um fato de corte perfeito, com as exactas medidas do pré-adolescente. Henrique vestiu-o e desmaiou.


No dia seguinte, enquanto se deslocava para a escola, não sentiu os habituais olhares lancinantes, próprios de uma sociedade preconceituosa. Na pastelaria, decidiu-se por um pastel de nata e um bom bocado. O troco foi-lhe dado em caramelos e beneficiou de um sorriso cheio de cáries do pasteleiro. Na aula de Educação Física pela primeira vez foi último.

Henrique tinha sido bafejado pela sorte. Acontece que com o domínio das Telecomunicações o Alfaiate Perfeito teve acesso a um sem número de SMS’s enviados e chamadas inter-urbanas feitas por Henrique a um primo distante. O conteúdo das mensagens era de desespero e de alguma auto-destruição, pelo que o Alfaiate Perfeito resolveu mudar-lhe a vida ao colocar-lhe o dedal de ouro no seu caminho.

O resto do trabalho foi feito pelo sapo, que apenas tinha sido incumbido de entregar o mapa a Henrique. Mas já se sabe que não se pode confiar segredos a sapos. Acabam sempre por cometer inconfidências.


Quanto a Henrique teve uma vida feliz…Vivia agora na Jamaica, terra de velocistas e importador de doçaria tradicional portuguesa.