sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Christmas Feeling vs. Appearances

Estava ontem de sala no final do dia, e às tantas dei por mim a ver o Extreme Makeover. Sei que podem dizer “ah e tal, programinha giro e não sei que mais”, mas pronto, confesso que estava a ver, mais que não seja porque às vezes se fazem lá autênticas obras de engenharia, ou arquitectura, como quiserem.

Acontece que às tantas apareceu uma mulher versão estrela de cinema e depois daqueles beijinhos todos aparece a imagem anterior… digamos que era um duende do bosque como sendo a versão original. : Franzi a sombrancelha. Lembrei-me de mim em puto numa foto do corta-mato com alto cabelo desgrenhado, vestido com um fato de treino da Adidas com as belas listinhas, chupadinho e sem um dente da frente, a abrir alto sorriso. Got the picture? Lindo. Versão arrumador do Casal Ventoso @ it's best. ;)


Programas como este fazem-me pensar que estamos realmente a evoluir, e como tal a chegar a um ponto em que o conhecimento poderá criar complicações à sociedade. Estar-se-á tudo a esquecer dos filhos?

Imaginem ir pra Nova Yorque e conhecem alta(o) model, tudo no sitio, cabelo L'Oreál, dentes fluorescentes, a vida toma o seu rumo, dá as suas voltas, get together, e um dia nasce o rebento maravilha e o cerne da questão: "atão mas a minha filhota... hmmm... mas ela tem alta penca inclinada de papagaio e uma perna mais curta, não percebo." "Ôhhh... amor fâuôfo é que eu nunca te dizer mas antêsss de te conhecer, you know, eu tinha ido ao Extreme Makeover arranjar umas coisinhas...". Vão atrás do exterior e depois na terminação… sai-vos o eurofeiões.

Acho que esta é daquelas alturas do ano em que se calhar se dá menos importância ao exterior pelos valores que se celebram. No Natal, a malta conta é com o sentimento, nem que seja para aceitar com um sorriso prendas "giras". É mesmo o que vai cá dentro que conta, em que se apela para a alma e não imagem. E depois põem-se a dar o Extreme Makeover na TV... não se faz. Andar atrás da ideia da(o) giraça(o) da revista, encontrar um Ken ou Barbie e lá se ir um dinheirão em dentista no planeamento familiar...

Deixo-vos um conselho. Escolham uma(o) feiosa(o). Pode ser que seja um borrachão que tenha batido de carro há uns meses.

Tenho corrimento vaginal e falo disso à vontade!

As salas de espera das urgências hospitalares podem ser locais onde podemos sempre socializar. As delongas podem-se prolongar e nada melhor trocarmos dois dedos de conversa com um perfeito estranho.

Habitualmente, as conversas cingem-se às maleitas que nos assolam. É comum ouvirmos nas salas de esperas conversas, sobre quispos nos ovários, úrsulas nervosas e endocuspias feitas há pouco tempo. Mas ontem a situação foi diferente. Estava com a minha Bicha no Hospital da Cuf para uma consulta normal de ginecologia. Tendo em conta a área da Medicina em questão, presumia eu, novato nestas matérias, que as senhoras que povoam estes espaços, por uma questão de pudor, se coibiam de falar sobre o motivo que as leva ao médico.

Errado!

Ontem na sala de espera fui surpreendido. Para além da minha Bicha, havia mais uma senhora na sala de espera. Falávamos de um fait-divers qualquer e somos interrompidos por esta senhora que resolveu participar na conversa. Entre as trivialidades discutidas, somos surpreendidos por uma exposição pormenorizada dos problemas que aquela pobre senhora já tinha sido vítima.

Foram utilizadas expressões como: “tinha a vagina inchada”, “estive no consultório toda despida de perna aberta e o médico foi-se embora” e “tinha um corrimento…assim acastanhado”…

Perdeu-se toda a noção do decoro.

Estava eu pronto para dar a conhecer a uma ilustre desconhecida aquilo que não sei sobre Lógica Binária, que me tinha sido explicada minutos antes por um Engenheiro paciente, no sentido de quebrar o gelo e fazer conversa de sala de espera e eis que sou surpreendido com informações sobre a cor e textura do corrimento vaginal.

Tabus…O que é isso?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Laizzies and Zenzleman...

Está aí alguém?

Pois... parece que sim, pelos comments que tenho vindo a acompanhar no Coisas Simples já deu para perceber que a audiência é vasta, quer seja pelo que se vê publicado sob efeito ricochete de um post, quer seja pelas conversas cruzadas que se ouvem de quem não publica mas lê e comenta em conversas aparte. Até aqui tudo bem.

Topophobia. Já ouviram falar? Não, não é um fenómeno associado ao receio do Topo-Gigio, é simplesmente o vulgarmente designado stage-fright, ou medo do palco. E é disso que eu falo, porque é isso que se manifesta nesta altura…

O que é maravilhoso de ler e absorver, ou mesmo comentar fortuitamente, muda de figura quando a situação passa a ser encarada doutra forma. O passar a fazer parte, mesmo que de forma mais contida…aí é que a porca torce o rabo. É que quem me conhece bem, apesar de parecer solto, sempre à vontade, sabe que sou tímido com quem não conheço, daí preferir sempre algo mais na onda do anonimato.

Devo confessar que ainda no Ciclo, quando estava no clube da natureza (acho que era esse o nome) participei feito pinguim com colegas numa apresentação dos jograis, em que falámos à escola do tema “sexo”. Julguei que depois daquilo nunca mais teria medo do palco, mas enganei-me redondamente. Nunca mais me esquecerei da abertura, com aquela malta toda a olhar pra nós, e sair a frase “O espermatozóide…”. Bonito. Mas traumatizante para toda a vida.

Tento sempre com quem não conheço evitar chamar as atenções. Lembram-se do Manuel Subtil que se fechou na RTP a exigir dinheiro porque supostamente a estação originou a falência da sua empresa? Pronto, ficam a saber que foi tudo encenado, era eu com barba postiça a tentar obrigá-los a tirarem do ar a série “Um estranho em casa”, só isso. Eu – subtil – tímido, pronto, tão a ver a relação, não é? O que é certo é que consegui acabar com a série. Não foi naquele dia, mas bastou mandar um sms com um texto sucinto dias depois ao Director de programas quando ele estava no WC: “estás sentado em cima de C-4, se o Estranho não sai do ar vais tu ao ar”. Resolvido.

Bem, mas a causa é nobre e por isso tou cá para o desafio. Deixem lá ver se não desiludo na contratação feita plo “Mistééér”, e não tremo nesta viagem do Coisas. Mas mesmo que trema, tenho sempre aquele gel refirmante de recurso. ;)


3-2-1... Acção

Pai Natal

Algumas questões relacionadas com o Pai Natal:

Qual é o salário do Pai Natal?

Tendo em conta que trabalha um dia por ano, terá direito a subsídio de Natal?

Desconta para a Segurança Social?

Se eu fosse trabalhar com uma barba daquele tamanho, muito provavelmente o meu Chefe, mandava-me para casa e não lido directamente com o público. Como a apresentação de uma pessoa é de extrema importância no contacto com o público, o chefe do Pai Natal não acha que com uma pele macia, sem qualquer pilosidade, os resultados seriam melhores?

Quem é o chefe do Pai Natal ou trabalha por conta própria?

Se o Pai Natal tem um chefe, não estará o chefe dele a explorar o pobre velho?

O Pai Natal é sindicalizado?

Se trabalha por conta própria, provavelmente passa recibos verdes. Na abertura de actividade nas Finanças, o que é que ele pôs? Distribuição de oferendas?

Qual é o Número de Contribuinte do Pai Natal?

Se o Pai Natal ligar para o trabalho e disser: "Eh pá, passei mal a noite...Não sei se vou trabalhar..." Quem é que o substitui?

O acondicionamento das prendas é certificado pela ASAE? Aquele saco parece-me um pouco usado….

O Pai Natal tem Livro de Reclamações?

Na Finlândia, as renas da floresta selvagem, são animais rigorosamente protegidos, estará o Pai Natal a violar algum Protocolo?

Quanto tempo fazem as Renas dos 0 aos 100 km?

A carroça tem ar condicionado?

Se lhe der vontade de ir ao WC durante a entrega de um presente, pode dizer: "Desculpe, estou cheio de cólicas, posso usar a sua casa-de-banho?"

A que horas termina o seu turno?

Estas são as minhas interrogações.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Contratações

Como acontece nos clubes de futebol, o mês de Dezembro é o mês da reabertura do mercado, em que se pode comprar novos e de preferência BONS, jogadores. Assim, também “eu fui às compras” e “adquiri um reforço de peso”, para este espaço…

Algum de vocês já o conhecem, outros passarão a conhece-lo, entenda-se: a lê-lo.

Trata de uma pessoa que tem a dose de parvoíce e eloquência necessárias para fazer parte deste projecto, chamemos-lhe assim, que é o Coisas Simples.

Tem uma capacidade de “viajar” invulgar, desta forma, a leitura dos seus textos, nalguns casos, pode precisar de algum elemento que possa alterar ligeiramente o vosso estado de espírito...Mas só coisas legais.

Spock: Bem-vindo a Bordo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Todo o Terreno

Com atraso de 7 anos da data inicialmente prevista para a conclusão da obra, eis que amanhã é inaugurada mais uma Obra com as características indispensáveis para participar no rally Lisboa – Dakar.

Falo do Metro de Santa Apolónia.

É nova, moderna, robusta e derrapa que é uma maravilha…Tem capacidade para derrapar em cerca de 134 milhões de Euros…

Outras obras com características de todo-o-terreno: Casa da Música, capacidade de derrapagem: 100 Milhões; Expo 98, capacidade de derrapagem 120 Mlhões de contos; CCB, Capacidade de derrapagem: estima-se que terá custado 40 milhões de contos, quando o orçamento inicial rondava 7 milhões.

Gostava de saber quem é que respira o pó dessas derrapagens, quem fica com a poeira nos bolsos…A sério que gostava de saber…

Deixando de ser um pouco velho do Restelo e dando a mão à palmatória, até porque tenho 30 anos e moro na Graça, as obras mencionadas são extraordinárias e no caso da que é inaugurada amanhã é de reconhecida utilidade.

Mais vale tarde que nunca e já agora sugiro uma recauchutagem nas próximas…

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Catarina

Esta mensagem é especialmente para ti:

Dia 10 de Julho de 2008, vamos poder reviver o momento da tua queda no Santiago Alquimista.

Vêm cá os Rage Against the Machine!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Tchuiimm!

A história que se segue, ainda hoje tem repercussões na forma como eu levo a minha vida social, pois continuo a ser alvo de piadas sarcásticas por parte dos meus amigos que conhecem o episódio. Não obstante, quero que quem leia estas linhas possa também fazer as mesmas piadas sarcásticas. Contudo, faço um pequeno reparo antes de iniciar a narração: se a nossa sociedade encarasse a libertação de gases do nosso corpo da mesma forma como encara os soluços, o sucedido não passaria de isso mesmo: um soluço banal…mas não…foi uma quantidade insignificante de metano que saiu inadvertidamente do meu corpo, cruz que terei carregar até ao fim dos meus dias.

Pois bem, aconteceu na altura da minha puberdade, na fase da mudança de voz, em que a sonoridade das palavras que saíam da minha boca alternavam entre a voz do Barry White e a voz do guarda-redes da selecção nacional, o Ricardo. Estávamos na casa do meu amigo Agente da Autoridade e assistíamos concentradíssimos, à 17ª exibição do filme Força Destruidora, com o magnifico Jean Claude Van Dame. Na sala, estava também a D. Bárbara, a mãe do Agente da Autoridade, senhora de elevado sentido de humor, que marcou a minha infância.

Devido à ingestão de tortas da Dan Cake e sumos Tang, a meio do filme, o meu corpo começa a produzir uns sons que até então desconhecia. Começo a ficar preocupado, pois não sabia até que ponto é que conseguiria controlar tais ruídos. O pessoal começa a olhar-me de lado, mas eu nunca tirei os olhos da televisão, como se os barulhos estivessem a ser feitos por outra pessoa.

Nisto, sinto uma corrente de ar que me desce pela tripa abaixo e pensei: “Pronto, é o meu fim! Não consigo encurralar este! Vai sair e está aqui a mãe dele. Que vergonha!” Mas num esforço físico intenso, aperto os glúteos com toda a minha força, contraindo-me contra o sofá, numa tentativa de vencer a aragem pelo sufoco. Por esta altura, transpirava e não parava de me mexer, fingindo que o filme me causava inquietação. Como já tínhamos visto por diversas vezes o filme, o pessoal não percebia o motivo do desassossego.

A luta contra o meu intestino continuava, os glúteos começam a mostrar cansaço. Era uma luta desigual e os coitados não tiveram forças para impedir que o gás fosse libertado…

Julgando que ninguém iria ouvir, deixo escapar um (quase) inaudível “Tchuiimm”. Passam-se alguns nanosegundos e penso: “Ufa…ninguém ouviu..!” É então que se insurge a mãe do Agente da Autoridade que diz num jeito muito característico: “Já quem fez tchuiimm?”

A resposta estava na minha transpiração e sorriso amarelo. Mandaram-me para a varanda arejar e controlar as incursões das aragens do meu intestino. Se o acto de corar fosse notório na minha tez, estaria mais vermelho que um tomate.

Ainda hoje, quando oiço este episódio fico vermelho.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Flight Diverted

Tendo em conta o tempo que esperei para embarcar para Barcelona, cerca de 10 horas (!), e independentemente de ser uma cidade maravilhosa, cheia de vida, cosmopolita, dinâmica, moderna, com história, com edifícios absolutamente fantásticos: como a Sagrada Família, a Casa Batlló e a Casa Milà, resolvi não escrever nada sobre a cidade de Gaudí ou sobre as minhas pequenas férias e em vez disso escrever três parágrafos sobre a freguesia da Bemposta, que não tem, nem por sombras, a notoriedade e a importância que é dada a Barcelona.

A Bemposta é uma freguesia portuguesa do concelho de Abrantes, com 187,73 km de área e 2 252 habitantes (2001). Densidade: 12,0 hab/km.

A freguesia da Bemposta ocupa o sudoeste do concelho e tem como vizinhos os concelhos de Ponte de Sor a sueste, Chamusca a sudoeste e Constância a noroeste e as freguesias de São Miguel do Rio Torto a norte e São Facundo e Vale de Mós a nordeste.

É a maior freguesia do concelho, com grande vantagem, mas apenas a 6ª mais populosa, o que faz da Bemposta a última (19ª) freguesia de Abrantes em densidade demográfica.

Que ricas férias…

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

domingo, 2 de dezembro de 2007

Soma e Segway


A Baixa de Lisboa, nesta altura do ano, torna-se ainda mais encantadora. As ruas estão iluminadas, as lojas abertas todos os dias, as pessoas tornam-se mais afáveis e simpáticas. Muitos podem pensar que o que as deixa nesse estado de temporário contentamento e jubilo é a quadra festiva que se aproxima. Todavia, a verdadeira razão para essa condição é o Subsidio de Natal.

A Câmara Municipal de Lisboa teve o cuidado de tornar o passeio pela Baixa Pombalina ainda mais agradável. As passadeiras foram pintadas de fresco e as ruas estão mais seguras, com a disponibilização de mais agentes da autoridade. Quem julga que a Policia Municipal necessita de se modernizar, ainda não viu de que forma se fazem transportar os agentes da autoridade. O nome é Segway. Veículos que, segundo o comandante da Polícia Municipal, André Gomes, "dão uma mobilidade muito maior aos agentes" e permitem "observar melhor à distância os delinquentes".

Estas afirmações são em parte verdadeiras, pois quem já viu estes aparelhos tem a perfeita noção que mobilidade é coisa que aquilo não dá. Dá estilo, mas não dá mobilidade. Por outro lado, permite, efectivamente, observar melhor à distância os delinquentes. Principalmente se estivermos a falar de um delinquente que se farte de correr, como a maioria daqueles putos de Alfama. Aí, o Segway, permite observar melhor a distância dos delinquentes.

Tendo em consideração que o buraco orçamental da Câmara de Lisboa é maior do que o da Camada do Ozono, a ideia seria serem um tudo ou nada mais poupadinhos e, ao invés de gastarem 75.000 € na aquisição dos brinquedos, podiam comprar uns bons pares de ténis Sanjo que, esses sim, dão uma maior mobilidade aos agentes. E de certeza que com os ténis, as altercações para ver quem fica com o veículo no início de cada turno seriam eliminadas, porque haveria um par de ténis para cada agente.

Salve-se o facto de não serem poluentes.