domingo, 25 de setembro de 2011

Makeup Celestial


R esplandecente. A noite emite uma serenidade resplandecente. Os tons estão intactos, fortemente suaves, delicadamente pesados, calmamente vibrantes. Transmitem harmonia. Detalhes marcantes que flutuam lá fora enquadrados na moldura da janela, que recordam da importância que é fazer a diferença, dos que fazem a diferença.

I mersos num planeta cada vez mais alheio a tudo e induzindo ao despego de emoções verdadeiras, onde um abraço fraterno que tarda é facilmente trocado pela rapidez da exaltação digital, a definição da amizade tende a surgir como algo aparente, que se vai perdendo da essência do que verdadeiramente é.

T itubeamos quando neste mundo virtual que liga pessoas do mundo real se perdem elos únicos, ambos reduzidos por do mesmo serem compostos. Perdem porque há quem transporte isso no seu íntimo, nas acções, nas emoções que transmitem ao próximo. Amizade. Sorrisos. Partilha. Ser verdadeiramente ao invés de aparentar.

A bracem, sorriam, chorem, sintam. Da próxima vez que sorrirem ou verterem lágrimas enquanto sorriem ao deparar-se com um céu de tons vibrantes, soalheiros ou tempestuosos, o mais certo será reconhecerem a origem daqueles retoques empolgados nos tons. São a marca viva de quem faz a diferença.

A Ti Sister Rita


domingo, 7 de agosto de 2011

Cultura Popular

Grande parte dos meus amigos estão a constituir Família, o que na prática traduz em fornicação desenfreada e nove meses depois os resultados saltam à vista ou então recorrem a uma cesariana. A chegada de um bebé coincide sempre com aquela fase da vida em que todas pessoas que vão lá a casa ver o recém-nascido e vêem a criança a chorar dizem: “Ele deve estar com fome!”

A fome é tábua de salvação para todos os males e maleitas de uma criança:
Está a chorar: Tem fome!
Está a mexer-se: Tem fome!
Fez cocó: Tem fome!
Está a dormir: Tem fome!
Não comeu: Tem fome!
Está a comer: Tem fome!
Enfim a sensação fisiológica pelo qual o corpo percebe que necessita de alimento para manter as actividades inerentes à vida, é sempre o busílis da questão.

Depois há aqueles que elogiam o peso da criança. Eu sinceramente não sei o que fazer com tal informação. Não sei! Mas confesso que é um óptimo desbloqueador de conversas.

Mas existem sempre alguns catedráticos de cultura popular que tem sempre algo a dizer, independentemente das circunstâncias. Não é raro vê-los de mãos atrás das costas a debitarem sentenças. Como quando são testemunhas de algum acidente rodoviário e apenas olhando para a carroçaria do automóvel conseguem estimar os encargos com o arranjo com um simples pontapé no pneu:”Está aqui brincadeira para cima de 600 contos!” De notar que estes indivíduos habitualmente não verbalizam na moeda única, mas sim ainda em escudos.

A verdade é que a sociedade evolui com estes pequenos e perfeitamente dispensáveis fait-divers, pois de outra forma nunca teríamos acesso a esta pequena maravilha da cultura popular:

Para aumentar o desejo sexual: Numa sexta-feira em que a Lua esteja em quarto crescente, deite perfume de flor de laranjeira no colchão da cama da seguinte forma: primeiro ao centro, depois no canto superior esquerdo, de novo no centro, depois no canto inferior esquerdo e de novo ao centro. Por fim deite no canto inferior direito e o último borrifo deve ser de novo ao centro. Feito isto acenda uma vela vermelha e perfumada na cabeceira da cama.

Boa sorte!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

New Refrain


Bom para tocar na aparelhagem da sala a ver um pôr-do-sol, bom para tocar no ipod no meio dos transportes, bom para tocar no rádio do carro a rir para o semáforo, bom para simular cantar a olhar para o espelho, bom para repetir os acordes num electric bass, bom para contagiar mais alguém ao assobiar rua fora.

Resumindo... Bom :)


terça-feira, 19 de abril de 2011

As mulheres tal qual elas são...

Ela para mim: - "Este fim de semana encontrei duas amigas que já não via há muito tempo...Fiquei tão feliz!"

Eu para ela: - "Então?..."

Ela para mim: - "Estavam bem mais gordas que eu!"

Risos desenfreados (dela).

sábado, 16 de abril de 2011

Ressonância...Auditiva

Ontem quando acordei, não estava ganho para uma das experiências mais estranhas dos últimos tempos. Importa aqui fazer um breve parêntesis sobre o tema das Ressonâncias Magnéticas: em todos os episódios que vi da série Dr. House e quando ele pede a um dos seus “lacaios” para fazer uma ressonância magnética não tenho qualquer reminiscência de algum paciente ter sofrido danos auditivos, nem tão pouco ouvir algum ruído proveniente das máquinas que executam tais exames.

E foi com base neste pressuposto que fui fazer uma RM.

“Dispa-se, vista esse fato e depois pode entrar.” Assim o fiz.

“Qual é o joelho?” perguntou a simpática auxiliar que parecia uma das auxiliares de Gregory House e até ali a coisa estava a correr bem…Ela era bem gira…

Instalou-me na máquina e disse-me que seria um exame algo moroso. Ofereceu-me também uns phones enormes, que pensei que emitissem um poderoso som. Disse-me também que os mesmos eram para minimizar o som proveniente da máquina.

O que veio a seguir foi uma experiência equiparada a uma tortura, misturada com aquilo que preconizo ser o alarme de uma central nuclear em chamas. Um som tão alto e desconcertante que tive visões de operários a correrem em direcção à saída dessa central nuclear e eles estavam realmente assustados. A central estava prestes a explodir e o alarme era cada vez mais ruidoso.

A primeira coisa que pensei foi: porquê que me deram uns phones com música relaxante se sabiam que nem uma nota musical iria ouvir? Depois pensei, como é que fazem máquinas tão sofisticadas e se esquecem de um pormenor chamado ruído?

A não ser que esse ruído seja relevante para os resultados da RM…confesso que não sei…

A auxiliar ainda teve o desplante de me dizer que há pessoas que dormem durante o exame. Rapidamente a corrigi: Desmaiam – disse eu…Ficam inconscientes e aparentam estar a dormir.

Saí de lá a precisar de outro exame…Desta vez um auditivo.

Crise?

As constantes noticias sobre a entrada do FMI para estabilizar as contas públicas portuguesas, inundam todos os meios de comunicação e toda a gente tem algo dizer sobre esta crise. Eu não sou excepção…

E o que tenho a dizer é simples: estamos realmente em crise? Ora vejamos:
O gadget Ipad está esgotado
Os restaurantes cheios
O Algarve está esgotado
As agências de viagens acumulam reservas para o Brasil
Os Estádios de futebol registam enchentes
Os shoppings continuam a ser locais de peregrinação...

Estaremos assim tão mal?

Depois há uma coisa que me espanta sempre por altura da Páscoa… Haverá algum subsídio de Páscoa? Eu tenho a certeza que não recebo…

domingo, 10 de abril de 2011

Sweet Tides


Sorrisos. Muito se transmite através deles, muita coisa melhora com eles, muito difícil é por vezes mantê-los. Sorrisos.

Num mundo que parece cada vez mais assentar em alicerces de aparência e coração fechado, há quem represente um marco para outros através da simplicidade de somente ser, por se manterem como raras peças que fazem a diferença, fieis aos seus princípios apesar da adversidade, sendo exemplo mesmo muitas vezes não sabendo que o são. Seres superiores que se sacrificam em prol dos outros, em prol de um mundo melhor, numa sociedade cada vez menos capaz de sacrifícios. Seres cuja grandeza da sua história de vida faz carregar nas palavras energia que marca, que sabem o poder de melhorar o dia de alguém que um sorriso transporta e por isso o partilham independentemente do "estatuto" do destinatário.

Podia ficar-me pelas generalidades, podia guardar para mim o momento, podia deixar passar a ocasião... não, não podia deixar de exaltar este dia. Hoje dedico a um ser muito especial este post, um ser que vi avassalar tantos com palavras assentes em sentimento e provas dadas: "sorriam sempre, não fechem o vosso coração". Sim, é tão simples como isso, é tão difícil como isso.

Segue sendo livre de amarras e plena de sorrisos e harmonia, continuando a ser exemplo para tantos. A ser um exemplo para mim.

Be free, enjoy the sweet tides.








quarta-feira, 23 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Coisas de sexta-feira...



O José Gonzalez tem uma versão desta musica, menos enérgica, ainda que fabulosa. Mas é sexta-feira, esta é mais adequada...

Entretanto, ficam duas sugestões de vinhos para os dias de ócio: Curral Atlantis e Quinta do Carmo 2005. Tintos, claro.

Bom fim-de-semana.

terça-feira, 1 de março de 2011

Estás enganada Sara Tavares!

Ela diz que Lisboa Kuya…Não podia estar mais enganada, pelo menos este fim-de-semana. Para os que não estão familiarizados com o calão africano, Kuyar significa, num português do Brasil, ser gostoso.

Ela surgiu calma, de cabelo curto, com novos músicos, mas com aquilo que a diferencia dos demais, a sua perseverança para combater uma doença complicada e principalmente a sua sonoridade fabulosa e voz cristalina. O concerto durou pouco mais de hora e meia, mas o suficiente que para perceber que temos Sara Tavares de volta. No auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, onde a acústica é muito boa, a Baixa da banheira estava a Kuyar.

Bem-vinda de volta Sara.

O resto do fim-de-semana foi também fora de Lisboa - pela Costa Alentejana – São Torpes, Porto Covo e Vila Nova de Mil Fontes. Mas o que quero dizer é que há muito para fazer fora de Lisboa, principalmente quando São Pedro é generoso e nos brinda com bom tempo... Mas nem sempre é fácil transpor por palavras as experiências vividas…Por isso deixo-vos com um vídeo:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Disconnect to Connect

Saboreiem a vida, abracem-na, partilhem os sorrisos, estejam presentes a partilhar os dos outros.

Da próxima vez que pensarem que aquele e-mail ou mensagem é muito importante, pensem novamente. Pelo menos de vez em quando fechem o portátil, ponham o télé em modo silêncio, e apenas redescubram a magia dos momentos.

Tenho certeza que vai ser o melhor "upload" que farão. ;)


domingo, 20 de fevereiro de 2011

O vento sopra sempre a favor daqueles que sabem para onde querem ir...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pingo Doce.

Que país é este onde as noticias de idosos que morrem em casa sozinhos, é tão frequente quanto os anúncios da cadeia de supermercados do grupo Jerónimo Martins?

Como é possível num país supostamente evoluído se descobrir o corpo de uma idosa, nove anos (!!) depois da sua morte? Onde pára a Assistência Social? Estes, são evidentemente casos em que a Assistência Social tem uma papel demasiado importante a desempenhar, mas que lamentavelmente não o faz…Ou por ineficiência, ou desconhecimento ou pura incompetência!

Mais grave e absolutamente mais premente que culpabilizar a Assistência Social, trata-se aqui de realizarmos um exercício de reflexão e deixarmos de lado a hipocrisia que nos rodeia. Porque, verdade seja dita, estes casos impressionam, mas “felizmente” não nos tocam a nós. Indignamo-nos mas…é algo que está ali…na televisão, longe de nós.

Eu assumo que não quero ser velho. Não são raras as vezes que o dito. Quem é que imagina para si a visão da decadência física e mental? Mas a inevitabilidade de envelhecer não está ao meu alcance.

Portugal continua a envelhecer, e para além de se reconhecer o valor inestimável da família e dos vizinhos, que facilitam a permanência do idoso no seu quadro habitual de vida, é urgente uma intervenção política no sentido de proteger os idosos e afastá-los do isolamento.

Mas ainda mais importante, é termos a capacidade de nos responsabilizarmos colectivamente e elevarmos o nosso sentido de cidadania, porque de outra formam continuaremos a ver os “anúncios do pingo doce” a serem “publicitados” com a mesma frequência.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Exótico

Há dias, uma amiga dizia-me “Alcides, fazes tanta falta no Facebook”. Saboreei a frase e pensei: o que quererá isto dizer? Definitivamente um sinal dos tempos.

Não tenho Facebook e quase me sinto um braquiossauro. Uma figura de um tempo assaz longínquo. Houve situações em que causei reacções de extrema admiração/indignação pelo facto de não ser membro dessa rede social. Reacções de maior estupefacção do que quando digo que não tenho a carta de condução. Houve inclusivamente um caso em que não me deixaram entrar numa festa por não ter Facebook (!!)

Não ter Facebook (e para piorar não ter carta de condução) poderia perfeitamente ser um caso que facilmente poderia originar uma depressão, um esgotamento e consequente suicídio. Mas não, aguento essa pressão da sociedade e vou seguindo diariamente, continuando a parecer um animal exótico.

A falsa sensação de termos “amigos”, o isolamento de quem passa horas (sozinho) em frente a um computador transmite a inexacta impressão de que estamos rodeados desses mesmos amigos.

Tal como Bartleby de Melville, simplesmente "prefiro não o fazer!" Não quero ter Facebook. Será que o facto de ter blog não é incompatível com aquilo que digo? Talvez….Mas lamentavelmente (e também actualmente) o impacto de palavras é substancialmente inferior que o impacto de uma foto.

O tempo é demasiado importante e as experiência online não substituem as nossas experiências da vida real, a nossa verdadeira interacção com pessoas que conhecemos, com quem convivemos e a quem podemos realmente chamar de amigos, os jantares, a quantidade inesgotável de (bom) “lixo” que se fala à mesa, as histórias, são coisas que o Facebook não tem nem pode proporcionar.
Não sou um fundamentalista daqueles que acha que o Facebook é a Caixa de Pandora escancarada…apenas não quero ter. No entanto, deixo uma sugestão a quem quiser sair

Quanto à carta de condução…bem esse é outro assunto que dá um outro texto.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Prova de Amor - Pergunta Dificil

Jantávamos sábado à noite no Buenos Aires e ele pergunta à mulher:

“Se por algum motivo eu fizesse uma operação e mudasse de sexo continuarias a amar-me e tornar-te-ias lésbica?”

(...)

E tu?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Coisas Simples...Mas Originais

Um par de meias turcas?

Um Pijama de flanela? Umas cuecas azul-cueca?

Um lenço de pano (nem sei porque motivo ainda os fazem, porque acho que absolutamente desnecessários e um bocado nojentos – nada como limparmos o nariz, ensoparmos um pedaço de pano em muco e voltar a guarda-lo no bolso das calças, enquanto ainda está tépido).

Bom, terminadas que estão as sugestões pirosas de presentes de aniversário, natal, casamento divórcio ou outra celebração, gostaria de vos sugerir algo realmente diferente:

E proporcionar algo realmente espantoso, a alguém especial?: como apreciar o por do sol na Comporta a 4000 pés de altitude, ou beber um mojito enquanto se sobrevoa a Costa Vicentina.

Pois é meus caros, não são pacotes da Vida é Bela, Smart Boxs, Odisseias ou afins…Algo mais pessoal e personalizado. No fundo, uma experiência não tão hermética quanto as que são comercializadas pelas empresas da especialidade... Para saberem mais escrevam para: intouchwiththesky@gmail.com .

Segurança, profissionalismo e algo realmente único e inesquecível…

Quanto ao preço..poderia ser caro e nada acessível..mas não seria a mesma coisa.
Experimentem e depois digam-me qualquer coisa...
By the way...o piloto é meu amigo...

domingo, 23 de janeiro de 2011