segunda-feira, 30 de junho de 2008

Infrafishes

Há sons que nos deixam em estados múltiplos, sem uma verdadeira necessidade de os tentar explicar, que nos levam, que nos trazem, que fazem a viagem toda por nós deixando-nos sem explicação para o que connosco sucede.

Agora percebo aquilo que me diziam de olhos atordoados, mas estranhamente embalados e serenos. Lembrei-me das várias teorias e rumores secretos acerca dos infrasons, entre eles da sua capacidade de viciar.

Talvez seja um plano arquitectado para nos viciar e posteriormente controlar, cujo tentáculo se estendeu através do post revelador do mano Alcides.

Mas eu não me importo. Gosto de estar no bottom of the sea.

domingo, 29 de junho de 2008

Sebastião come Tudo Tudo Tudo

O desenvolvimento e a evolução são facas de dois legumes. À medida que vamos evoluindo, cada vez mais nos superamos, não necessariamente numa perspectiva positiva, porque senão vejamos: certo é que as nossas capacidades intelectuais têm aumentado de forma substancial ao longo dos anos (tanto é que inventamos a Bola de Berlim), porém ainda é comum (nos dias que correm) vermos pessoas a tirar macacos no nariz enquanto fazem o ponto de embraiagem. Se bem que neste caso particular, seja mais uma questão comportamental do que intelectual.

Mas a evolução é também uma máquina de criar tendências. Algumas delas bastantes curiosas. Como por exemplo, a Dieta de Atkins, que garante corpos de sereias com refeições de vikings, sempre ricas em carboidratos. Diz-se que Kate Moss chegou às formas que actualmente detém, à base de hambúrgueres, pizzas e carne de porco à alentejana.

Considerando a alimentação desde o início dos tempos, em que o homem caçava animais de grande porte e comia essencialmente carne é engraçado ver que actualmente existem alguns de nós actualmente abdicaram da carne (e não estou a falar dos tipos que abraçaram a Teologia) e outros um pouco mais radicais, os Vegans, que não consomem quaisquer produtos de origem animal (alimentares ou não), nem usam produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.

Pensando eu que não existiria nada mais radical, eis que surgem os Free Vegan, uma comunidade que opta por comer restos e sobras que os supermercados ou hipermercados desperdiçam. Bem sei que as grandes multinacionais desperdiçam em excesso, mas daí até comer detritos…

No fundo, trata-se de uma forma trendy de dizer que se come do lixo.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Yo no creo en brujas…pero que las hay las hay…

Este fim-de-semana foi soturno, à falta de um adjectivo mais adequado. Ocorreram algumas situações que não consigo explicar sem recorrer a uma argumentação que pressupõe a existência de forças malignas a assombrarem a minha pessoa e consequentemente a existência das pessoas à minha volta.

Começou na sexta-feira, com o esquecimento de um cd de Astrud Gilberto (The Silver Collection que recomendo) gravado especialmente para a Mãe do Míudo Ruivo. Fi-lo minutos antes de sair e certifiquei-me que o tinha na mão, mas quando cheguei à Moita e preparava-me para o entregar, deparo-me com a sua ausência. Dois dias depois constato que ficou em casa, em cima da mesa.

Como íamos passar o fim-de-semana no Algarve, preparei cuidadosamente os equipamentos que iriam fazer com que tivessemos sempre música a tocar. Chegados a Albufeira, constato que o iPod e coluna tinham ficado na Moita.

No sábado de manhã, enquanto nos preparávamos para um duríssimo dia de praia que foi concluído com um final de tarde na piscina com caipiroscas, constato que não sabia do paradeiro dos meus óculos de sol, certo que os teria colocado na mala da minha Bicha.

No domingo à noite resignei-me e assumi a perda dos óculos.

No domingo à tarde, na praia de Santa Eulália, Catarina a Grande, preparava-se para disponibilizar lenços de papel à minha Bicha, quando dá pela falta da sua carteira, convicta que estaria na mochila do Sr. Engenheiro. Depois de muito procurar, resolveu ir ao carro e (felizmente) acabou por encontrar a carteira.

No mesmo dia e após o extenuante dia de praia que culminou com umas chapas na piscina, resolvemos comprar Folares de Olhão. Depois da aquisição da doçaria regional iniciamos a viagem de regresso. Ao chegarmos ao nosso destino, verificámos que só havia um exemplar do Folar de Olhão, quando na realidade foram comprados…dois.

Constatámos que o outro ficou no café Piu Bella, em Albufeira.

Pois bem: ou estes são os primeiros sinais de que tenho um alter-ego alemão, chamado Alzheimer ou então las brujas andem aí.

*. - A recorrente utilização da palavra "Constato" na suas diferentes formas, resulta de um protocolo com o PPPPP: Priorado Português de Pseudo-Escritores Parcos em Palavras.

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Futebolina

Com a derrota de Portugal frente à Alemanha e a consequente eliminação de Portugal do Euro 2008, os níveis de “Futebolina” voltarão ao normal e a generalidade da população poderá novamente deparar-se com a dura Realidade.

Acontece que a Futebolina é uma hormona produzida pelo nosso corpo quando temos a Selecção Nacional numa competição Internacional e tem como função que o nosso organismo fique obcecado por Futebol, alheando-nos da realidade. Esta hormona é produzida por crianças, idosos e pessoas que habitualmente não se interessam por Futebol. A produção desta hormona dá a sensação que tudo ao redor da pessoa que a produz é belo e perfeito.

Ela faz com que o sangue irrigue mais o coração, o cérebro, os pulmões e os músculos. Mas o excesso de Futebolina causa também efeitos secundários, como:

Alucinações auditivas e visuais – vislumbramos penáltis e foras-de-jogo inexistentes,

Sensibilidade sensorial – o vernáculo solta-se com muito mais facilidade, especialmente quando dirigidos ao árbitro.

Confusão, pensamento desordenado – “Como é que o Ricardo faz aquilo?”

Perda do controle emocional – “Ricardo és um #%&#%&!!!”

Euforia alternada com angústia – (2-1) “Bora lá... vamos ganhar esta merda!”
(3-1) “Cambada de ótarios!”

Dificuldade de concentração, redução da produtividade laboral, aumento considerável do consumo de bebidas alcoólicas e por conseguinte redução das performances sexuais, entre muitos outros efeitos.

A ressaca é, contudo, intensa. Os efeitos são mais graves: reconhecimento que os empregos são precários, reconhecimento que os salários não chegam para pagar as dívidas, reconhecimento que o preço da gasolina é elevado, reconhecimento que o autocarro está 10 minutos atrasado e o meu chefe é intolerante, reconhecimento que o café custa 0.90€, reconhecimento que o Zézé Camarinha lançou um livro e reconhecimento que não jogámos o suficiente para merecermos o empate e que não se podem cometer erros tão básicos se se quer ser Campeão.

Mas a “trip” não foi má…

quinta-feira, 19 de junho de 2008

(Era pra ser Job 4 the boys&girls, mas esqueci-me e prontos nã tem nome)


De uma troca de mails entre a equipa marada, não podendo deixar de ser dois dos intervenientes o Eng.º Duarte e a Dr.ª Li, apercebi-me às tantas que o pode representar destino de férias para uns pode bem ser sinónimo imediato de trabalho para outros… Ora acabado de regressar de férias, aquilo começou-me a moer as ideias até que…ALTO! Constatei nesse momento que talvez tivesse descoberto o local onde ambas as situações, as de puras férias ou de trabalho associado a sucesso profissional, poderiam coexistir. Refiro-me a Marrocos.

Aparte da boa vibração e encanto com que “Maróikes” cativa, percebi que pode mesmo ser único ao facilitar as decisões e consequente estado de espírito dependendo só de uma questão de perspectiva.

Deixo-vos uns curtos exemplos:

Ensino

  • Perspectiva de sucesso: Como quase metade da população é analfatumbas tem-se uma longa carreira pela frente. Se a isso se associar a eventualidade de ser ensino na vertente drugs, então é garantido o aproveitamento com base no know-how dos alunos;
  • Perspectiva de férias: Como são tantos e a língua é aos pontapés, pode-se sempre considerar que investir no ensino não faz sentido por ali e optar-se de consciência limpa por ficar ao Sol. Dependendo dos gostos, pode-se sempre aliar também a esta perspectiva a vertente drugs;

Informática

  • Perspectiva de sucesso: Face ao desempenho a carvão dos PCs nos subúrbios, quando os há, abrir uma lojinha de pentiums 3 levados pra lá pode render balúrdios. Se forem ao mercado até estão lá lojas top, mas como há sempre o fácil acesso a explosivos a concorrência julgo ser facilmente ultrapassável.
  • Perspectiva de férias: Face ao anteriormente referido desempenho a carvão das machines, facilmente se depreende que um bom profissional rapidamente associa qualquer máquina a peça de museu e não a objecto de trabalho. Os portáteis também não contam, e em certas zonas acredito que o portátil deva acabar a servir de bandeja de chá;

Treinador de bancada

  • Perspectiva de sucesso: Tal como muitas vezes sucede nos cafés portugueses, os treinadores de bancada não passam de amadores que acabam por discutir sem sentido e em que ouvem contra-argumentos que lhes podem destruir as teorias/carreiras. Em Marrocos isso não acontece porque por muito que refilem ou ouçam refilar de volta, nem vocês nem eles se compreendem. Resultado, todos vão para casa com um ego de “sou o maior”. Sucesso garantido.
  • Perspectiva de férias: Sabe sempre melhor o jogo em que todos os que assistem são do mesmo clube/equipa. Como ninguém se compreende podem assumir que torcem todos pela mesma equipa, além de que como foi o meu caso mandam três postas de pescada para o ar (eu que não percebo nada de bola) e toda gente diz que sim e sorri, que melhor feeling de férias que poder sonhar que até percebem daquilo heim? E é recíproco, porque nas situações opostas eu também só ria e dizia que sim.


Confesso, adoro aquela terra, adoro aquela paz de espírito.
Dolce fare nienti, dolce surf lunghe.

Ainda pra mais depois de me ter apercebido que tenho possibilidade de carreira a ensinar rap/beat-box aos locais de lá, e de que as televisões só transmitem os jogos em que Portugal ganha. Se não for transmitido sabem logo que não vai valer a pena e seguem para a praia. Querem melhor?


PS: Os exemplos são aplicáveis a qualquer área/profissão, acreditem. Mas não puxem por mim ou pela imaginação fértil de qualquer um dos da equipa marada… ;)

PS2: De referir que os vendedores de rosas estão mais à frente por lá na oferta do que os que por cá andam. Acaba por ser uma viagem ao futuro no mundo das rosas e dos acessórios que apitam e emanam luzes multicolores. Sempre ajuda a reconhecer a ameaça antecipadamente ao avistá-la surgir numa rua de Lx.

PS3: Um treinador de bancada magnífico foi o super Paginho, em que num dia em que acabámos a ver o jogo da selecção de Portugal numa taberna marroquina com 40 locais (segundo as informações de um local os daquele café não lêem, não escrevem e não tomam banho há mais de um ano, viva os verdadeiros fãs da selecção), após uma jogada do Cristiano “Ronron” o marroquino ao lado dele lhe diz algo como “Gratzabrububm gdiêêuê magrambdian” como se ele percebesse perfeitamente. Adorei ver o Paginho na fila da frente fazer um compasso de espera, seguido “daquela” cara de tudo na boa, e responder um “pois é, mas tás ver que não tá fácil…”, acabando os dois a morrer a rir por perceberem que estavam a falar prás paredes. Viva a sintonia do ser humano.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Pinheiro da Cruz

Portugal está pejado de autarcas escorregadios. A meu ver, parece-me que para ocupar um cargo de relevo numa autarquia é necessário ter um lote de predicados que estão apenas ao alcance de algumas individualidades mais iluminadas. Presumo que para formarem uma lista que possa concorrer às eleições autárquicas, deva haver alguém responsável pela análise dos possíveis candidatos.

Imagino uma secretária cheia de Curricula Vitae e a pessoa que efectua essa análise escolhe os candidatos se, no seu Curriculum constarem palavras como: Peculato, Branqueamento de Capitais, Abuso de Poder e Fraude Fiscal. Normalmente, esses passam de candidatos a presidentes de Câmara.

Tomemos como exemplo algumas Câmara Municipais como Felgueiras, Marco de Canavezes ou Oeiras. Se o nosso sistema judicial fosse imparcial, estes autarcas passariam alguns Verões a produzirem vinho Pinheiro da Cruz, que é tão bom.

Mas iniciei este texto dizendo que Portugal está pejado de políticos escorregadios e em jeito de Professor Bambo, adianto-vos hoje, dia 17 de Maio de 2008, uma decisão que apenas será anunciada daqui por mais uns meses, sem vos pedir nada em troca. Trata-se de vos proporcionar o acesso a uma informação futura, no presente. Não vou ler cartas, lançar búzios ou depenar galinhas pretas. Vou trazer-vos notícias do Futuro! E tudo de forma completamente gratuita.

Preparados? Cá vai:

Isaltino Morais foi ontem acusado de um crime de participação económica em negócio, três crimes de corrupção passiva por acto ilícito, um de branqueamento de capitais, um de abuso de poder e outro de fraude fiscal. Mas, como o nosso sistema judicial é deveras imprevisível e equitativo (acho que estes adjectivos não combinam) estou em condições de vos adiantar que este autarca…será ilibado!

É verdade. Isaltino Morais vai sair impune e pensará ainda em processar o estado português por difamação.

Espantados com a minha percepção extra-sensorial? Esta minha nova faceta poderá também resolver problemas Financeiros, Familiares, Inveja, e agora também consigo resolver problemas de pessoas que não se conseguem adaptar ao Novo Acordo Ortográfico e que tenham pé de atleta.

Quanto à problemática das Autarquias...Bom, se estivermos à espera de vinho Pinheiro da Cruz feito por presidentes de câmara corruptos, mais vale bebermos Teobar.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Vontade de Comer

Com a subida exponencial do preço da gasolina, a publicidade da Galp é a imagem perfeita da conjuntura actual do nosso país: um monte de pessoas (o Zé Povinho) a empurrar e aqui leia-se suportar, um autocarro que devido aos aumentos da gasolina, é movido por “vontade de vencer”.

A figura dos jogadores da selecção nesta publicidade pode ser interpretada, como os caciques que lucram com estes aumentos.

O que acontece na realidade é que a maioria dos veículos são movidos a gasolina e a gasóleo e não por vontade de vencer. A não ser que a moda pegue e a generalidade dos portugueses, veja na “vontade de vencer” uma alternativa ao combustível.

E se pensarmos bem, é uma alternativa bem mais barata, porém, o que se poupava em gasolina gastar-se-ia em médicos com os problemas na coluna diagnosticados depois de horas a empurrar os carros, sendo que a esperança de vida de alguém que optasse por abastecer o seu veículo com "vontade de vencer", seria reduzida ao tempo de vida de um mineiro do sec. XVIII.

Mas imaginemos que efectivamente a moda pega: a 2ª circular atulhada de gente com as mãos nas traseiras dos seus carros, a empurrá-los em direcção aos empregos, na ponte 25 de Abril, os automobilistas com vertigens a congestionarem o trânsito e a questão agravava-se substancialmente para os detentores de jipes e veículos longos uma vez que se tratam meios de transporte ligeiramente mais pesados.

Mas como nós para (sobre)vivermos temos efectivamente que comer e consequentemente pagar pelos alimentos, sugeria ao Sr. Primeiro Ministro que baixasse os preços da gasolina, por que senão ficaremos todos com vontade de comer, ou numa linguagem mais prosaica, passaremos fome.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Fim de Semana Lusitano

Após dois dias de existência junto à costa alentejana, posso concluir que não me importaria de lá ficar pelo menos mais um mês.

Foi um excelente fim-de-semana. Comecei com mais uma incursão pelo surf e o resultado foram apenas alguns (inesquecíveis e fantásticos) segundos com os calcantes em cima da prancha. Mas como diz o Jerónimo de Sousa: “A luta continua!”

Depois das investidas no surf foi tempo de futebol (mas ao futebol já lá iremos) e com a vitória de Portugal descobri uma nova forma de arte, cujas primeiras mostras estão a ter lugar em Vila Nova de Mil Fontes: os Ráteres.

Durante cerca de sete minutos, um grupo (constituído por três elementos, sendo que um não participava) realizou uma performance ininterrupta, na viril arte de executar Ráteres. Todavia, a “instalação” por pouco não terminava em pancadaria entre performers locais e alguns “espectadores”, ligeiramente irritados com o ruído excessivamente elevado que era propagado pelos canos de escape dos motociclos.

Voltando ao Futebol, a vitória de Portugal foi fantástica e a exibição espantosa. De tal forma espantosa, que fez com que comprasse um jornal desportivo no dia seguinte.

Todos nós sabemos que a escrita desportiva está repleta de figuras de estilo que tentam dar às palavras a emoção que elas merecem (sobretudo após uma vitória de Portugal), assim decidi partilhar convosco estas pérolas. Trata-se de uma pequena análise ao onze titular da Selecção, efectuada pelo jornal "A Bola".

Cá vai:

Ricardo: Esteve sempre muito seguro.
Paulo Ferreira: O menos vistoso mas eficiente.
Ricardo Carvalho: Muita Classe…de quem tem Classe.
Pepe:
Golo, Técnica, Raça e muita força.
Petit: A Parede que o “miolo” necessitava.
Bosingwa:
Praticamente intransponível.
João Moutinho:
Para ele o campo não tem limites.
Deco:
Pés de Veludo…Visão Universal. - Candidato ao Prémio Figura de Estilo (atribuído anualmente pela Federação Internacional de Figuras de Estilo)
Simão: Uma Broca a perfurar a defesa turca.
Ronaldo:
Despertar tardio, final empolgante.
Nuno Gomes:
Capitão traído pelo ferro maldito.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Pedido Especial

Ciente das minhas limitações no capítulo da boa alimentação, a ingestão de leguminosas na minha dieta, está na mesma posição que a ingestão de algas na dieta de um leão. Assim, sempre que vou ao MacDonald’s, faço questão de pedir os meus hambúrgueres sem tomate, pepino ou alface, mesmo que isso me custe mais alguns minutos ao Balcão a apreciar o aroma sempre agradável de óleo de batatas fritas.

Porém, na maioria dos casos, as especificações dadas por mim aos empregados da cadeia de comida rápida, não são tidas em consideração e amiudadamente, a meio da refeição, cuspo o que tenho na boca, levando-me a depreender que o empregado errou. Mas a questão é de simples resolução, pois basta deslocar-me novamente ao balcão e apresentar a sanduíche e o respectivo recheio que o meu pedido é novamente atendido, mas desta vez com efeitos práticos.

Pois bem, com isto tentei demonstrar que na profissão de empregado de Balcão, os erros acontecem mas sem consequências de maior e a sua resolução é quase imediata.

Todavia existência profissões em que o grau de exigência é substancialmente superior e os erros têm consequências muito mais graves, logo nessas profissões, os profissionais (perdoem-me a redundância) têm que ter um nível muito elevado. Falo dos Médicos.

Um Médico que deixa uma compressa no abdómen de um paciente, das duas uma: ou acabou o curso com média de 10.5 e não frequentou as aulas práticas em que ensinam a coser os pacientes, certificando-se que não existem quaisquer objectos que não pertençam ao aparelho reprodutivo da mulher ou num raciocínio médico bastante vanguardista, concluiu que a compressa pode ajudar a regular disfunções hormonais que podem causar quistos.

Esta situação pode também ter origem num problema oftalmológico, pois se alguém não é capaz de ver uma compressa de 50 cm, verde (ou será azul?) é porque esse alguém necessita de umas lentes mais adequadas à sua deficiência visual.

Eu continuarei a pedir hambúrgueres sem alface, tomate e pepino, (quase) certo que se errarem no pedido não morro, mas estiver na mesa de operações e errarem no meu pedido, não estou tão certo quanto isso.

domingo, 1 de junho de 2008

WC

A versatilidade de um profissional é talvez uma das competências mais apreciadas pelos empregadores. Mais do que um funcionário/colaborador que seja especializado num determinado assunto, as empresas preferem profissionais que se adaptem às mais diversas tarefas que lhes são incumbidas.

Esta tendência de versatilidade tem-se vindo a acentuar no sec. XXI, nos mais diversos sectores de actividade. No passado era impensável ver um Taxista a falar inglês, mas actualmente vemo-los a falar de forma eloquente a língua de Shakespeare: “From here (Airport) to downtown Lisbon it´s only... 25 Eur” Mudam-se os tempos, mas não se mudam algumas vontades.

No sector da construção civil, também é visível a versatilidade dos pintores, pois até há um anos atrás poucas eram as salas que tinham uma parede pintada com uma cor diferente das demais. Mas até aqui tudo bem. A dificuldade residia em identificar a cor que cliente pretende, pois as cores também se modernizaram. Vai daí, os pintores começaram a frequentar cursos de decoração de interiores para se familiarizarem com as cores ditas modernas: Fuscia, Champagne, Citron, Oliva, Púrpura, etc.

Já no domínio da Educação, nos tempos que correm, os docentes do Ensino Básico, 1º e 2º Ciclos (e por aí em diante), devem praticar e aperfeiçoar as técnicas de Defesa Pessoal, pois os alunos estão cada vez mais assertivos, porque realmente acertam muito vezes nos professores!

Mas a versatilidade atinge o seu expoente máximo numa categoria profissional que todas as crianças ambicionam chegar: Os Astronautas. Com a notícia de que o quarto de banho da Estação Espacial Internacional, é tempo da NASA e da ESA, repensarem a formação dos seus atronautas e refiro-me mais particularmente à formação no ambito da canalização de forma a evitar que a tripulação faça as suas necessidades em sacos de plástico ou as lance para a Via Láctea.

Todavia, a experiência de “enviar um fax” com gravidade zero, deve ser simplesmente fantástica, já para não falar do facto de não haver salpicos nos glúteos!