segunda-feira, 23 de julho de 2007

Apartheid Clubístico

Um ano após a minha entrada na Damasceno Monteiro, é chegada a altura de fazer um balanço no que respeita à co-habitação e vivências experienciadas com os meus room-mates. Os dois DD’s: o Déspota e o Dukes.

A diferença entre ambos é por demais evidente. Se um se auto-proclama como Burguês… Peço desculpa Nobre...E há aqui a necessidade de fazer uma distinção entre a Burguesia e a Nobreza. Em poucas palavras a Burguesia nasceu do enriquecimento dos pobres e de acordo com este muy nobre fidalgo, a sua linhagem provem de uma das mais abastadas e influentes famílias do Norte da Europa.

Prova de que se assume como um Fidalgo, são os seus passeios domingueiros na zona de Cascais, onde se sente entre os seus. Aqui em casa, correm rumores que está a deixar crescer o cabelo para poder fazer aqueles cortes com franjas.

Nos antípodas deste, temos o Dukes. Um Bonacheirão, que aprecia como ninguém os prazeres da boa comida e da boa bebida. É natural vê-lo preparar apetitosos grelhados, especialmente de peixe. Outra característica é a capacidade de “gravar” filmes e programas de televisão. Passo a explicar: o Dukes senta-se para ver um filme ou um qualquer programa de televisão; 5 minutos depois já está em pal-plus; ao fim do sétimo minuto já está em versão Recorder e é normal ouvirmos o pequeno motor do gravador a funcionar. Não é ressonar. É respirar.

O Amor, tornou-o numa pessoa ainda melhor...

Quanto a mim, continuo a ser vítima de injustiça, senão vejamos: O meu Sporting venceu a Taça de Portugal 2006/2007 e juntei assinaturas para a colocação de um poster na sala, à semelhança do que se passa com o poster do Benfica que decora (ou não) a nossa sala, no entanto, vetaram a proposta sem sequer a ponderarem.

Mas confesso que, apesar de subjugado, sou feliz. Gosto de cá andar. O balanço é positivo.

Agora, resta re-estabelecer os princípios de uma sociedade clubística igualitária. No fundo este texto é, basicamente, uma petição no sentido de reunir assinaturas para a colocação do poster do Sporting Club de Portugal na sala.

Desta forma, peço a vossa especial participação nesta petição.

Pelo Poster na Sala e pelo fim do Apartheid Clubístico na Damasceno Monteiro!!

6 comentários:

Anónimo disse...

Caro house-mate, aquando da apreciação da tua candidatura a habitante da residência em causa, o único ponto negativo considerado foi a tua preferência clubística. No entanto, certos de que outras caracteristicas tuas amenizassem essa tua infeliz escolha, foste acolhido. Assim sendo, eu se estivesse na tua situação considerar-me-ia muito feliz por ocasionalmente poder colocar o bocado de pano verde e branco (a que chamas cachecol) à volta do pescoço... e não enveredaria por caminhos sinuosos! Podes dobrar o poster, fazer um rolinho e colocá-lo ao lado da sanita, garanto que lhe será dada a utilização mais adequada )))))
Ass. O Bonacheirão

Anónimo disse...

Contra os lagartos: Apartheid Clubístico para sempre!!

Alcides disse...

Está provado!!Existe uma ditadura clubistica..

Sócio nº 155342 disse...

É de facto lamentável que enormidades e mentiras várias sejam divulgadas através deste "blog".
O maior betinho que eu conheço dá pelo nome de Alcides. Basta abrir o seu armário ou vê-lo a sair pela porta quando vai trabalhar e quando sai à(!) noite vestido de cor-de-rosa(rosa choque e não rosa suave como as cores do próximo campeão nacional da Liga BWin). E mais, JAMAIS (nunca; em tempo algum;) um poster do clube do Mijódromo Municipal de Lisboa será colocado na sala dos troféus da Damasceno Monteiro (Artº 4, alínea 6 da Constituição da República Portuguesa).

Alcides disse...

O meu trabalho requer uma boa apresentação..Contudo é no TEU armário que estão as Throttleman's...Quanto à alinea 6, do Artº 4 da Constituição da Republica, sócio 155342...Aconselho-te cautelas..não se vá dar um Golpe de Estado..

Sócio nº 155342 disse...

Existe uma e foi oferecida. No teu existem mil e umas de outras e compradas por ti. Inclusivé uma tal camisa à super-beto que tens medo de mostrá-la segundo rezam as crónicas.
Em relação aos pseudo-golpistas de estado, vão para a fogueira (em conjunto com o bocado de papel higiénico verde que metes ao pescoço de 5 em 5 anos).