quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Nomes

No decorrer do presente ano nascerão alguns bebés dos meus amigos mais próximos. E de tempos a tempos, quando existe um baby-boom, torna-se evidente uma espécie de tendência de moda, no que concerne aos nomes que os pais escolhem para o fruto das suas noites/tardes ou manhãs escaldantes...Noites essas, que segundo alguns relatos, devido à existência dos rebentos, passarão a ser precedidas de requerimento.

Pois bem, nos finais da década de 70, deu-se um caso, em que num raio de pouco menos de 15Km, quatro meninas foram registadas com o mesmo segundo nome: Liliana Isabel, Marisa Isabel, Marta Isabel e Sónia Isabel. Estudos sociológicos revelaram que entre 1976 e 1977, as meninas que tinham o segundo nome Isabel, tinham uma maior probabilidade de...morarem na Moita.

Mas a escolha dos nomes nem sempre é consensual e torna-se problemática, porque quando pensamos no nome dos nossos filhos, pensamos no seu futuro, na formação da sua personalidade, pois uma má escolha pode trazer danos irreversíveis. Basta pensar em José Castelo Branco.

Assim, quando pensamos nos nomes, não queremos algo que perpetue a infantilidade do adulto ou que antecipe a maturidade da criança. Fábio André ou Ruben, a meu ver, são nomes que perpetuam a inocência de uma criança. Custa-me pensar num Administrador de uma grande empresa chamado Fábio André: “Dr. Fábio André tem aqui os documentos do protocolo com a Teixeira Duarte.” Não me parece...

Por outro lado, uma criança de nome Abílio ou Alfredo pressupõe que aos 10 anos já preencha a declaração de IRS e presida à reunião mensal da Administração do Condomínio.

Há depois a questão cultural que está inerente à escolha dos nomes. Hoje em dia está muito em voga o Martim, Bernardo ou Salvador. Ora, EU, não poderia colocar um desses nomes ao meu filho. Seria o mesmo que a Bibá Pita ter filhote de nome Mamadou Sanhá Djaló.

Há ainda a escolha de nomes esotéricos como Lua, Mar, Estrela ou Índia, que apesar de serem diferentes e giros, têm de ser pensados considerando os apelidos. Por exemplo, Lua é um nome interessante, mas se minha filha se chamasse Lua o seu apelido seria Estrela. Lua Estrela...parece-me muita astrologia junta. Se por outro lado uma menina chamada Maria do Mar, fosse filha de uma amigo meu, chamar-se-ia Maria do Mar Gigante...talvez fosse mais simples Maria Tsunami.

Por isso, nada como dar uma vista de olhos na lista telefónica antes de se decidirem...

3 comentários:

Lila disse...

Tendo em conta que eu sou uma das "Isabeis" citadas no texto deixa-me dizer que naquela altura a falta de originalidade predominava pelas redondezas. Acho que fiquei traumatizada e por isso o meu filho ficou apenas com um nome próprio (Vasco aka Miúdo ruivo) Rag…
Não consigo imaginar a cena do momento em que estou a nascer e de dizerem à minha mãe "é uma menina" e ela ter naquele momento a falta de imaginação de dizer "é a minha Liliana Isabel"...

Alcides disse...

Rag..Eu era para ser Alfredo...mas os meus pais atenuaram-me o sofrimento...e passei a Alcides..

Starg@zer disse...

Rag

Epa, não se queixem...
Esta interface entre a cadeira e o monitor era para ser António José, OK??!!
À última da hora, felizmente A TEMPO, lá mudaram para Ara...
(diz que as ecos no HAV - hospital de Alhos-Vedros - se as havia,não eram lá muito fiáveis)
Querem pior trauma??
Ainda querem bater na tecla da própria da originalidade, ou da falta da mesma???!!
Ah, pronto, era só para saber...
:p
:oD

bem visto, bem visto... se calhar até tive sorte, tivesse vindo uns anitos mais tarde e ainda levava com um Isabel a seguir (sem qqr desprimor para a Liliana Isabel da mãe da Lila... :-D)