quinta-feira, 17 de julho de 2008

O Segredo

O segredo está na Moda. Eu não tenho um, mas dois segredos.

Nunca vos aconteceu gostarem muito de uma música e posteriormente decobrirem que é cantada por algum intérprete cuja carreira se tem pautado por temas mais popularuchos e letras de criatividade duvidosa, e ainda assim continuarem a ouvi-la? Espero que sim…ou este texto revelar-se-á num exercício de auto-mutilação e serei alvo de chacota.

Poderemos considerar estas linhas como uma confissão. Assim, vou confessar-vos dois segredos, com os quais já não consigo viver. Espero ter a compreensão e a tolerância daqueles que perdem tempo precioso das suas vidas a ler as patacoadas que aqui são publicadas.

Sem mais delongas, confesso-me: sou um Grande Apreciador do programa “O Preço Certo” inigualavelmente apresentado pelo volumoso Fernando Mendes e aprecio de igual modo os programas de entretenimento WWE (World Wrestling Entertainement).

É verdade! Sempre que os meus horários me permitem assisto divertido ao programa d’O Gordo, como é chamado de forma simpática pelos concorrentes. Dotado de um sentido de humor só ao nível do Badaró é, por vezes, a minha fonte de inspiração para algumas piadas que lanço junto dos mais próximos e que curiosamente fazem ricochete, não obtendo qualquer tipo de feedback positivo dos apontamentos humorísticos por mim protagonizados. Claramente não atingem a profundidade do humor…

Temos depois o WWE, que assisto como uma criança de 10 anos, aliás, este é o tema dominante nas conversas que tenho com o meu sobrinho. Ele prefere o “F-U” do John Cena, já eu prefiro o “Tombstone Piledriver” do Undertaker…reparo também que nenhum dos meus amigos me dá feedback neste assunto. Dizem que aquilo é tudo encenado.

Tendo confessado estes dois segredos, sinto-me mais leve. Todavia, espero não ter desiludido qualquer alma que pensava que eu poderia ser uma pessoa normal…Não sou!

Agora vou-me despachar porque o programa está a começar.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

domingo, 13 de julho de 2008

Escravidão

Muito se tem discutido sobre a possível transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid. Os números que envolvem o negócio são pornográficos e nem que trabalhasse durante duas eternidades o meu extracto bancário se aproximaria aos dígitos da conta bancária do madeirense.

Toda a gente tem uma opinião sobre o assunto e eu não fujo à regra. Na grande maioria das opiniões defende-se o prodígio português e discute-se muito a relutância do clube inglês deixa-lo sair para cumprir um sonho, o de jogar na Liga Espanhola.

Nos últimos dias, o presidente da UEFA utilizou a expressão “escravos dos tempos modernos”. Nunca esteve tão longe da verdade!

O conceito de escravidão está exactamente nos antípodas do que este senhor afirma. Durante anos os escravos estiveram sujeitos a condições de vida sub-humanas, passavam fome, trabalhavam 25 horas por dia e tudo isto imposto pela diplomacia da força bruta. Não são propriamente condições de trabalho aliciantes, sem falar no facto de não receberem qualquer remuneração e não terem direito a um sindicato.

Quando oiço alguém considerar que os jogadores de futebol são os escravos dos tempos modernos, entendo a metáfora, mas não deixo de pensar que enquanto escravos, estes senhores têm as melhores condições de trabalho possíveis: ordenados chorudos que lhes permitem ter casas de luxo, carros de luxos, acesso a médicos de luxo, tem a oportunidade de viajar (sem terem de esperar longas horas no check in) e conhecer o mundo, etc.

Bom, pesados os prós e os contras da afirmação de Blatter considerar que estas condições de trabalho são de escravo é o mesmo que dizer que o fim do mundo acontecerá com uma chuva de bolas de algodão embebidas em acetona…ou seja algo completamente absurdo .

terça-feira, 8 de julho de 2008

Da Mediocridade à Excelência

Eis que passamos da mediocridade à excelência. As expectativas são elevadas e o facto de podermos pertencer ao núcleo duro dos países que têm maior preponderância na Europa nunca esteve tão perto.

As notícias são animadoras: a taxa de reprovação no exame de Matemática A do 12º deste ano baixou para 7 por cento, contra os 18 por cento do ano passado, numa prova em que a média de notas foi de 12,5 valores.
Finalmente e ao fim de perto de vinte anos a expressão Geração Rasca tornou-se obsoleta. Actualmente, os nossos jovens fazem-nos encarar o futuro de uma forma extremamente alegre e optimista.

Nunca os resultados dos exames da disciplina de Matemática foram tão elevados. Agora sim, estamos no bom caminho. O Ministério da Educação está a fazer um trabalho absolutamente notável e reitera que pelo terceiro ano consecutivo os resultados a Matemática são cada vez melhores.

AAALLLTTTOO!

Ocorreu-me agora que isto pode ser uma estratégia orquestrada pelo do actual Governo para garantir votos em futuras eleições. Será?

Ocorreu-me também que pode ter sido um plano meticulosamente pensado, no sentido dos alunos terem excelentes notas, pois os níveis de exigência dos exames desceram drasticamente. Será?

Será que posso estar certo?

Espero estar certo, porque se estiver errado, o futuro será agridoce: País de Doutores…Cérebros de Esquilos.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

CASTRATI

Eu não sou apologista da violência. Acho que é um comportamento que põe em causa aquilo que supostamente deve ser principal conceito do facto de vivermos em sociedade: o respeito pelo próximo. Reitero que não sou pela violência e nos meus 31 anos de existência, posso afirmar nunca estive envolvido em situações em que tivesse recorrido à violência para resolver qualquer tipo de quid pro quo…excepção feita àquela vez que um anão me roubou um pastel de nata.

Contudo o conceito de Castigo é totalmente diferente do conceito de violência, porque a ideia de Castigo pressupõe que alguém fez algo de inconveniente, indecoroso, despropositado grosseiro ou abusivo e terá de sofrer as devidas consequências.

Reporto-me à notícia publicada no Correio da Manhã de 2 de Julho que dava conta de um “homem de 28 anos se tinha masturbado em frente a uma menina de cinco anos” na Paria da Costa Nova, em Ílhavo. Dois nadadores salvadores apanharam o exibicionista e levaram-no às autoridades e pouco depois foi mandado em liberdade com a acusação de crime de Atentado ao Pudor. Minutos antes ainda pediu um cigarro...

Voltando à analogia Violência-Castigo, eis algumas das ideias que tive para este artista:

1. Enviá-lo para uma prisão brasileira de Alta Segurança com o peito tatuado com a seguinte frase: “Adoro ser sodomizado no duche!”

2. Introduzir pela cavidade anal do “exibicionista” um faqueiro comercializado pela Ideia Casa.

3. Castrá-lo…com um conta-gotas repleto de ácido sulfúrico.

E por último:

A Amputação dos Testículos…com uma colher enferrujada (que pertenceu a um faqueiro comercializado pela Ideia Casa).

Não obstante, volto a afirmar: sou contra a violência.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Infrafishes

Há sons que nos deixam em estados múltiplos, sem uma verdadeira necessidade de os tentar explicar, que nos levam, que nos trazem, que fazem a viagem toda por nós deixando-nos sem explicação para o que connosco sucede.

Agora percebo aquilo que me diziam de olhos atordoados, mas estranhamente embalados e serenos. Lembrei-me das várias teorias e rumores secretos acerca dos infrasons, entre eles da sua capacidade de viciar.

Talvez seja um plano arquitectado para nos viciar e posteriormente controlar, cujo tentáculo se estendeu através do post revelador do mano Alcides.

Mas eu não me importo. Gosto de estar no bottom of the sea.

domingo, 29 de junho de 2008

Sebastião come Tudo Tudo Tudo

O desenvolvimento e a evolução são facas de dois legumes. À medida que vamos evoluindo, cada vez mais nos superamos, não necessariamente numa perspectiva positiva, porque senão vejamos: certo é que as nossas capacidades intelectuais têm aumentado de forma substancial ao longo dos anos (tanto é que inventamos a Bola de Berlim), porém ainda é comum (nos dias que correm) vermos pessoas a tirar macacos no nariz enquanto fazem o ponto de embraiagem. Se bem que neste caso particular, seja mais uma questão comportamental do que intelectual.

Mas a evolução é também uma máquina de criar tendências. Algumas delas bastantes curiosas. Como por exemplo, a Dieta de Atkins, que garante corpos de sereias com refeições de vikings, sempre ricas em carboidratos. Diz-se que Kate Moss chegou às formas que actualmente detém, à base de hambúrgueres, pizzas e carne de porco à alentejana.

Considerando a alimentação desde o início dos tempos, em que o homem caçava animais de grande porte e comia essencialmente carne é engraçado ver que actualmente existem alguns de nós actualmente abdicaram da carne (e não estou a falar dos tipos que abraçaram a Teologia) e outros um pouco mais radicais, os Vegans, que não consomem quaisquer produtos de origem animal (alimentares ou não), nem usam produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura.

Pensando eu que não existiria nada mais radical, eis que surgem os Free Vegan, uma comunidade que opta por comer restos e sobras que os supermercados ou hipermercados desperdiçam. Bem sei que as grandes multinacionais desperdiçam em excesso, mas daí até comer detritos…

No fundo, trata-se de uma forma trendy de dizer que se come do lixo.