domingo, 18 de novembro de 2007

Cabelos Brancos

Era Branco
Branco Leve
Como um Floco de Neve

Será Ranho?
Cacaranho?
Ranho não é certamente
E nunca estive em Paris

Era o meu primeiro cabelo branco
Que me apareceu no Nariz.

sábado, 17 de novembro de 2007

Qualquer dia vou surpreender o meu cunhado.

Qualquer dia vou surpreender o meu cunhado. O meu cunhado tem provavelmente uma das mentes mais brilhantes de Portugal e acreditem que não estou a exagerar. O Nuno Rogeiro ou Professor Marcelo ao pé dele são…mais baixos, pois ele tem perto de um metro e oitenta. Professor, Filósofo, Dramaturgo, Escritor e Encenador torna-se difícil dizer-lhe qualquer coisa que ele não saiba.

Jogar ao Trivial Pursuit, torna-se fastidioso. A minha esperança é que a revista Caras lance uma edição do Trivial Pursuit com perguntas que se baseiem em figuras públicas da nossa praça, porque aí tenho a certeza que lhe bato aos pontos. Antes de acabar a frase anterior, pensei no Trivial do Jornal A Bola, mas mesmo aí o gajo ganhava.

Pois bem, qualquer dia hei-de surpreender o meu cunhado com algo que ele não saiba. Por vezes arrisco uma conversa de carácter mais cerebral e sou rapidamente assolado por um sentimento de que estou a apregoar um dialéctica de terceira categoria, recheada de lugares comuns. Por vezes solto umas frases soltas que oiço nos telejornais, sendo que quando quero mesmo impressionar, largo uma daquelas efemérides que o Mário Crespo relata no Jornal das 21h, para não ter que dizer a Meteorologia, ainda assim em vão e regresso rapidamente a um tema onde estou como peixe na água: O Futebol.

Podia sempre abordar a concepção pessimista que Arthur Schopenhauer tinha sobre a nossa existência ou dissertar sobre a inabalável paciência de Estragon e Vladimir relativamente à delonga de Godot, mas rapidamente voltaríamos ao Mundial de 86 e à Selecção Nacional, que era formada, na sua maioria, por rapaziada da Moita e arredores, porque muito provavelmente, ele suspeitaria que tive uma ajuda do meu amigo Google, na criação de tais pensamentos.

Porém, julgo que muito em breve irei surpreendê-lo. Ando a pensar em ligar para a Nova Zelândia e questionar sobre a quantidade de páginas da Lista Telefónica Neo-Zelandesa. Com o número bem memorizado e no meio de uma eloquente discussão filosófica, politica ou sociológica, deixava sair num tom sereno e intelectual:

“A Nova Zelândia tem uma Lista Telefónica de 1347 páginas, que abrangem diversos produtos e serviços. Desde Lavandarias a Agências Funerárias. Sabias Francisco?”

Gostava de ver a cara dele…

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Polegarzinho

A minha operadora móvel disponibiliza semanalmente 1500 mensagens de texto ou SMS’s para os utilizadores da mesma rede. Fazendo um simples cálculo chegamos ao valor diário de 214.28 SMS’s. 214!

Evidentemente que para atingir esses número existem dois motivos prováveis: ou se é Mudo ou fazemos uma espécie de diário telefónico onde contamos a quem quer que seja todas as acções que fazemos e pensamentos que nos passam pela cabeça.

Admito que esta benesse que a operadora oferece é bastante útil, mas ao mesmo tempo perdem-se aquelas palmadas nas costas ao encontrar um amigo que por este ou aquele motivo já não vemos há algum tempo, porque com os SMS’s gratuitos, o sentimento de presença é constante e perde-se um pouco a sensação de saudade.

Depois existem as trocas de mensagens com conteúdos absolutamente inócuos. Mensagens que apenas são enviadas para exercitarmos o nosso polegar, que desde a chegada do telemóvel está cada vez mais pequeno. Estudos da Universidade de Princeton, na América, alertam para o risco de síncope deste dedo se enviarmos uma média de 137 mensagens diárias.

O motivo que originou a elaboração deste texto, foi uma troca de mensagens com a minha amiga Frida. Algo que é tão transcendente que resolvi partilhar. Aqui ficam as mensagens:

Frida – “Então rapaz…Tudo nice?”
Eu – “Tudo e tu?”
Frida – “Cá vamos indo…”
Eu – “Ok.”

Gostava de salientar que estas quatro mensagens foram enviadas ao longo de cerca de quatro horas. O que é compreensível dada a complexidade da construção frásica e dos vocábulos utilizados.

domingo, 11 de novembro de 2007

Castanhas e Chocolates

Faltam cerca de quarenta e quatro dias para o Natal. Mas a urgência lusitana em antecipar as ocasiões, faz com que os media comecem a passar ininterruptamente os anúncios do Ferrero Roche e Mon Chéri. O mesmo se passa com a Meteorologia: se em Fevereiro está um dia de Sol e a temperatura sobe ligeiramente (estamos a falar de 8º C), é ver meninas de top, da mesma forma que se em Agosto não estão 29º C, é motivo suficiente para ir ao armário ressuscitar os lúgubres casacos invernosos pois “ O Verão já acabou…vem aí o tempo frio.”

Voltando aos chocolates, este ano podemos verificar uma inovação no que toca ao spot publicitário da segunda marca mencionada anteriormente, pois o anúncio foi filmado este ano, situação que não se pode aplicar ao Ferrero Roché, pois a data de elaboração da campanha de Marketing da marca provavelmente remontará à segunda metade da década de 70.

Mas em equipa que vence não se mexe. Assim, o Ambrósio continuará a antecipar os desejos mais profundos de uma senhora que se mostra bastante indecisa sobre o que lhe realmente apetece. Já é um Clássico, porém ainda não atingiu o estatuto de Lenda…Esse está guardado para os filmes “Sozinho em Casa” e “Música no Coração”, que são transmitidos em todos os Natais, desde o nascimento do Menino Jesus.

Pessoalmente, acho que o anúncio tem uma mensagem subliminar: o Mal de Alzheimer não afecta só os mais idosos. É uma doença que nalguns casos pode afectar pessoas mais novas e tornar-se num verdadeiro problema. Digam-me lá quem é que tem idade para ter Alzheimer e quem é que nunca, mas nunca, se lembra do que lhe apetece? Não é o Ambrósio...

Para terminar e como hoje é dia de São Martinho, queria apenas lembrar que Salário Mínimo Nacional é de 403 €, mas temos o maior Assador de Castanhas do Mundo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Duarte:

Agora que a idade já começa pesa não olhes para o Retrovisor...

Parabéns.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A Insustentável Levi's do Ser

Calças Levi’s – 107 €
+ Blusão Levi’s – 163 €
-------------------------
= 270 €

Fui às compras hoje e quem pagou foi a FHM.

Há cerca de um mês inscrevi-me num passatempo da Levi’s. O objectivo era escrever uma frase sobre o espírito Levi’s, sendo que às cinco melhores frases era oferecido um conjunto de duas peças da marca, constituído por umas calças e uma camisa, t-shirt ou outra peça de roupa para completar a farpela.

Nunca mais me lembrei do passatempo até receber um mail com a palavra parabéns, escrita a vermelho. De início, estranhei o conteúdo da mensagem. Sempre que recebemos correspondência electrónica deste género torço o nariz…
Lembro-me sempre das Selecções Reader’s Digest, em que nos enviavam cheques avultados e as chaves de uma magnífico automóvel.

Por isso desconfiei do Director de Marketing da Levi’s. Mas lá enviei o mail de resposta e no dia seguinte tinha a informação que podia ir à loja situada no Colombo para escolher a indumentária…E assim foi.

Não me lembro da frase vencedora, mas o que interessa é que já tenho roupinha nova para estrear na procissão da Festa da Moita de 2008.

Quanto às pessoas que acham que nunca ganham passatempos, cliquem aqui.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Uma Questão de Semântica


O registo fotográfico é da autoria do meu irmão, que teve a amabilidade de me enviar. Foi capturado num prédio na Moita.

Bom, a avaliar pelo conteúdo da mensagem podemos dizer que o problema das esposas em Bragança, se alastrou até à pacata Vila da Moita, onde Ratas indesejadas entram pelas casas das pessoas, levando maridos e mulheres à loucura, destruindo essa sagrada instituição que é o casamento. Podemos perfeitamente interpretar a fotografia desta forma.

Existem homens que não gostam de Ratas, preferindo outro tipo de animais como… enguias. Por outro lado existem mulheres que só gostam de Ratas. Acho que até já vi um documentário sobre isso. Chamava-se: o Paraíso da Ratas. Era apresentado pelo David Attenborough e passou no National Geographic Channel.

Mas neste caso particular, trata-se de alguém que abomina Ratas e tem medo dos danos físicos ou psicológicos que estas Ratas possam causar nas suas vidas.

Ou então toda esta conversa não faz sentido nenhum, e trata-se apenas de alguém que não quer Ratos em casa.