quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mini vs Maxi

A mini-saia no Brasil está para as Mulheres como o bigode em Portugal está para os taxistas. É algo que lhes está intrinsecamente ligado. O episódio da jovem que primeiramente foi vaiada e insultada e posteriormente expulsa de uma Universidade em s. Bernardo do Campo, tem tanto de absurdo como de paradoxal. É como desvirtuar uma dos mais emblemáticos simbolos do Brasil: a Garota de Ipanema.

O Brasil é provavelmente o país do Mundo onde a mini-saia poderá fazer mais sentido. Não só pelas voluptuosas formas das suas negras, mulatas, loiras, morenas, ruivas, cabritas e afins como pelas voluptuosas formas das suas negras, mulatas, loiras, morenas, ruivas, cabritas e afins. É inegável que as mulheres no Brasil são libidinosas e a privação do uso da mini-saia seria como autorizar o uso da burqa no Ocidente (e também no Oriente).

A estudante foi posteriormente readmitida na faculdade, todavia, afirma não ter condições para voltar a encarar os seus colegas mais pudicos, tendo recebido convites de outras Universidades com Bolsas de estudo (e também de indumentária) incluídos. Em Portugal, o Reitor da Universidade do Engate, Zézé Camarinha já veio a publico manifestar o seu total apoio a Geisy, afirmando que: ” a garota é legal, gostosa e como está a estudar Turismo eu posso dar-lhe aulas sobre a região de Turismo do Allgarve e ela pode vir vestida como quiser ... até pode vir pelada”.

Com esta atitude, os estudantes da Uniban (o estabelecimento de ensino em causa) poderão ter comprometido essa grande instituição que é o Carnaval Brasileiro de 2010. Confesso que não me recordo de ver mini-saias no sambódromo, porque as garotas estão um pouco mais desnudadas. No entanto, a ideia de um Carnaval com toda aquela gente tapada até faria sentido… na Lapónia ou então surgirem com um conceito novo...a Maxi-Saia.

1 comentário:

Rafaela disse...

Bem, esta questão sem dúvida chocou-me. Principalmente pelo ridículo da coisa.
Sou algarvia africana e morei no Brasil e em Itália, tendo regressado a Portugal há poucos meses. E o Brasil, no Rio, foi o único sítio do mundo em que me senti à vontade e bem para andar de mini-saia com as minhas pernas de quem jogou futebol 10 anos. Aqui ou em Itália chamar-me-iam obesa, no Brasil diziam "Nossa, ainda dizem que flor não anda!".

Portanto, não, não compreendo esta reacção estudantil contra o vestido salmão da rapariga.