
O senhor meu marido, mais conhecido por todos como "o senhor EXCEL", andava a remoer este tema há muito...vejamos o resultado, que é no mínimo brilhante :P
Taite bitaite
"No outro dia apercebi-me nas traduções automáticas dos pais de crianças pequenas e que começam a palrear qualquer coisa. Ultimamente a minha cunhada quer mostrar as evoluções linguísticas da minha sobrinha do meio. “Diz lá como se chama o tio?!”, ao que a minha sobrinha corresponde com um “ueeenhe”. Tradução imediata, acompanhada de um sorriso triunfante e orgulhoso: “Duarte!”. Não contente, prossegue com mais exemplos, “que queres no pão?”, “teteeeta!!!”. Claro está, segue-se e respectiva tradução, “manteeeiiiga!”.
Esta atitude tem uma grande preocupação pedagógica, ao reforçar a forma como a palavra deve ser dita, a criança fala como consegue e em seguida o progenitor demonstra a forma correcta de o fazer, para que a criança vá tentando imitar. Para quem está de fora a ouvir até tem piada, é como um jogo em que se tenta adivinhar o que a criança quer dizer.
Esta situação está mesmo a pedir a analogia para os políticos quando vão para a televisão dizer uma conjunto de chavões e ideias cheias de intenções, mas com pouca substância. Como o Português proferido, na maioria dos casos, até é correcto, a tradução é feita para linguagem gestual. Já estou a ver a senhora no canto inferior direito da imagem, enquanto o ministro anuncia as novas medidas de combate à crise, a apontar para os telespectadores e, de seguida, a efectuar movimentos basculantes com o dedo do meio da mão direita por entre uma argola feita com a mão esquerda.
Reparei também que por vezes a tradução acaba por não ter o maior peso na relação com a palavra original, tanto que a minha sobrinha passou a chamar-se quéqué. Mas pronto, é chique."
Taite bitaite
"No outro dia apercebi-me nas traduções automáticas dos pais de crianças pequenas e que começam a palrear qualquer coisa. Ultimamente a minha cunhada quer mostrar as evoluções linguísticas da minha sobrinha do meio. “Diz lá como se chama o tio?!”, ao que a minha sobrinha corresponde com um “ueeenhe”. Tradução imediata, acompanhada de um sorriso triunfante e orgulhoso: “Duarte!”. Não contente, prossegue com mais exemplos, “que queres no pão?”, “teteeeta!!!”. Claro está, segue-se e respectiva tradução, “manteeeiiiga!”.
Esta atitude tem uma grande preocupação pedagógica, ao reforçar a forma como a palavra deve ser dita, a criança fala como consegue e em seguida o progenitor demonstra a forma correcta de o fazer, para que a criança vá tentando imitar. Para quem está de fora a ouvir até tem piada, é como um jogo em que se tenta adivinhar o que a criança quer dizer.
Esta situação está mesmo a pedir a analogia para os políticos quando vão para a televisão dizer uma conjunto de chavões e ideias cheias de intenções, mas com pouca substância. Como o Português proferido, na maioria dos casos, até é correcto, a tradução é feita para linguagem gestual. Já estou a ver a senhora no canto inferior direito da imagem, enquanto o ministro anuncia as novas medidas de combate à crise, a apontar para os telespectadores e, de seguida, a efectuar movimentos basculantes com o dedo do meio da mão direita por entre uma argola feita com a mão esquerda.
Reparei também que por vezes a tradução acaba por não ter o maior peso na relação com a palavra original, tanto que a minha sobrinha passou a chamar-se quéqué. Mas pronto, é chique."
